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A rede Globo apresentou, ontem, o segundo candidato à Presidência da República. Na véspera, os brasileiros puderam ver e ouvir o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema. Candidato do Novo, como a maioria de seus correligionários, Zema fortaleceu e consolidou a imagem que os brasileiros têm dele. Aos limites intelectuais já conhecidos, o entrevistado acrescentou a ignorância por ele ostentada, a respeito da realidade nacional. Nesse caso, o desconhecimento dele sobre o Brasil e seu povo é maior que a indiferença a ele revelada, pelos consultados nas sucessivas pesquisas de preferência de voto divulgadas. Seus limites, portanto, estendem-se ao espaço que lhe é destinado na vida política nacional. O segundo a ser entrevistado foi o fazendeiro e médico Ronaldo Caiado. Incapaz de transformar em números ou ideias claras o que ele mesmo chama de plano de governo, ao mesmo tempo ele se diz democrata. Mesmo sem encontrar resposta plausível para sua intenção de anistiar os golpistas condenados. Ademais, Caiado manifestou-se, repetidamente, como um candidato a ditador. Repetiu, assim, os militares que percorreram o País, pedindo votos dos seus subordinados instalados no Congresso, durante a ditadura. Nesse caso, como em tantos outros, Zema e Caiado são irmãos xifópagos. Em muitos outros, também. Assemelhando-se a capitães-do-mato ou a outras figuras características do coronelismo, a diferença, talvez única, está no fato de um ter - quem sabe ornamentado por bela moldura e pendurado na parede da sala - um diploma de médico. Nada mais.

 
 
 

Desde cedo, tive minha atenção despertada para as formas e o conteúdo da expressão humana. Ao longo da extensa trajetória que me ofereceu a oportunidade de atuar em vários meios de comunicação, acabei por apreciar os que fazem da linguagem um dos mais evidentes e significativos característicos da condição humana. Da atuação em periódico estudantil de quatro páginas e manuscrito, à apresentação de programa de entrevistas na televisão, não me faltou a oportunidade de fazer uso da linguagem em outros meios de comunicação. Boletins internos, jornais impressos, revistas, emissoras de rádio contaram, nas últimas sete décadas, com minha participação. Já nem conto o período em que atuei no magistério superior, mais de 3 décadas. Pude, então, acumular conhecimentos que facilitam a observação do uso das muitas formas de linguagem, e do conteúdo que lhes corresponde. Daí, meu interesse pela audiência e a leitura da expressão produzida, especialmente por dois segmentos da sociedade - os profissionais da comunicação e os políticos. Destes, ocupo-me agora do candidato à Presidência da República, Romeu Zema, entrevistado ontem na GloboNews. Como a grande maioria dos seus correligionários, nada de novo foi trazido pelo ex-governador mineiro. A não ser o traje, normalmente restrito a uma camisa de manga comprida, Zema repetiu a imagem projetada desde que mereceu a atenção dos meios de comunicação. Sua percepção do Universo parece restrita ao Estado de Minas Gerais, mesmo se lá ele deixa dívida pública superior à que recebeu. É transparente sua ignorância a respeito do Brasil. Esse aspecto, todavia, parece não vir preocupando Zema e seu entorno. Conhecer o Brasil, no caso, seria reservar tempo para conhecer as peculiaridades de cada região, com viagens interestaduais e com a leitura da extraordinária e abundante literatura existente. Neste capítulo, ninguém seria capaz de apostar que Zema vá além do Diário, do Caixa e do Razão. Pode até mostrar-se surpreendente o fato de tal figura ter chegado ao Palácio da Liberdade. Lá está o limite do seu voo.

 
 
 

A Associação de Basquetebol Master do Pará, mais que os interessados em vender toda sorte de panaceias, prova que idoso não quer dizer inativo. Por isso, mantém programa de atividades ligadas àquela modalidade de esporte, devolvendo às quadras atletas de um passado que teima - ainda bem! - em manter-se presente. Na foto acima, em pé, o primeiro à esquerda é o cientista José Guilherme Soares Maia (Galega), durante décadas pesquisador do INPA.

O terceiro  em pé, também  da esquerda para a direita, é o atual Presidente da ABPM, Paulo Seráfico. Na ponta esquerda, seu irmão,. Jorge Seráfico, Ambos participaram de memoráveis temporadas, como atletas do Paysandu. As duas equipes estão dentre as que disputam interessante torneio, integradas por veteranos,  na juventude reunidos em várias dos quintetos que disputavam o campeonato paraense da modalidade.
O terceiro em pé, também da esquerda para a direita, é o atual Presidente da ABPM, Paulo Seráfico. Na ponta esquerda, seu irmão,. Jorge Seráfico, Ambos participaram de memoráveis temporadas, como atletas do Paysandu. As duas equipes estão dentre as que disputam interessante torneio, integradas por veteranos, na juventude reunidos em várias dos quintetos que disputavam o campeonato paraense da modalidade.

 
 
 
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