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Renan Santos, detentor de ignorância enciclopédica, quis demonstrar o que ele supõe saber jurídico. Esqueceu-se de sua incapacidade de aprender Direito, e se julga um jurista. Daí ter considerado grotescas 1as decisões do Ministro Alexandre Moraes, um dos membros da única e exclusiva instituição republicana à qual cabe interpretar as leis. Com isso, ganhou lugar na galeria dos mais notórios grotescos da História do Brasil: Jânio Quadros, Fernando Collor de Mello, Enéas Carvalho e o presidiário por motivos humanitários mantido em prisão domiciliar.

 
 
 

A primeira pergunta feita a Lula, na entrevista de ontem, certamente é a mais embaraçosa que qualquer outra. Como no caso tramado por Moro, Lula pediu provas. Minúcias foram apresentadas, sem que Lula tenha sido muito convincente. Nem ele, nem os que tentam tirar proveito das suspeitas que pesam sobre o filho do Presidente. Lula também repetiu que, provada a culpa, Fábio e Marcola sabem que vão pagar por isso. Está chegando o dia em que não ter prole será exigência para concorrer ao cargo de Presidente.

 
 
 

Se o candidato à suposta capitania hereditária, a ser entrevistado hoje por Renata Vasconcelos e César Tralli for provocado no início da entrevista com perguntas semelhantes às que foram formuladas a Lula, dificilmente alterará o juízo que se tem feito dele. Lula, percebeu-se, mostrou constrangimento ao responder às questões que envolvem seu filho e pessoas do seu entorno e estima. Talvez nem mesmo o   candidato à reeleição esperasse ter muito do tempo da entrevista dedicado ao tratamento de problemas policiais. Por isso, lhe terá faltado tempo para mostrar as perspectivas abertas por seu governo ao País, e só ele  Lula, tem condições de completar os avanços experimentados no seu terceiro mandato. Desde a defesa intransigente da soberania, até a abertura de novos mercados, como resposta à agressão econômica de Trump. Nem seria reservado tão pouco tempo para mencionar resultados nas áreas de educação e saúde, temas que certamente receberão tratamento leviano pelo candidato a ser entrevistado nesta sexta-feira. Tanto pelo fracasso diante da COVID -19, quanto pelo estrangulamento do ensino, o superior  sobretudo, no período que se dedicou a preparar o retorno à capitania hereditária. Lula apresentou menos do que tinha a dizer, talvez esquecido de que quem governou gera nos observadores mais críticas que os ex-governadores de uma unidade da Federação.

 
 
 
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