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O portal Cenarium denuncia: a Prefeitura de Manaus gastará, no atual exercício, 82 vezes mais em propaganda que em prevenção de desastres. Numa cidade em que a situação de risco de grande parte da população é um escárnio, diante de sua posição no ranque da riqueza - o 6º PIB, dentre os municípios brasileiros. Como seu mestre alemão, o prefeito parece entregue à construção de um império para durar milênios. Talvez seus deuses o considerem autor de um milagre: enquanto a população sofre, os foguetes estouram, num folguedo sem fim.

 
 
 

Nada mais que um gesto de gratidão e justiça, o apoio do Ministério da Saúde à população da Venezuela. Alexandre Padilha apenas retribui a solidariedade do governo venezuelano, que enviou gás, quando seres humanos morriam asfixiados nos hospitais, durante a covid-19. O número de mortos teria sido menor, se a oferta de Nikolás Maduro não tivesse sido desviada pelos alegados especialistas em logística. O médico Padilha morou em Manaus por pouco tempo, quando fazia residência médica.

 
 
 

Os negativistas de toda espécie, frustrados ou dificultado o alcance de seus objetivos, desviam o olhar das coisas mais aparentes. Pior, põem -se a propor e discutir temas à margem do núcleo central dos problemas ostensivos. Encurralados pela evidência dos crimes cometidos por Donald Trump contra a Venezuela e seu povo, tentam distrair a opinião pública mundial para o que será aquele país, quando estiver afinal sob o controle do governo norte-americano. Ou seja, partilham dos mesmos interesses de Trump, aplaudem sua conduta criminosa e - nada surpreendente, pela origem - reivindicam igual tratamento para seu próprio país. Pior, buscam passar por patriotas, ao mesmo tempo em que inventam virtudes de que os objetos de sua adoração e subserviência estão longe de ostentar. Movidos pelas piores intenções e desdenhosos do sofrimento imposto e projetado contra seus compatrícios, fingem ignorar sua próxima inclusão na lista de vítimas que a brutalidade costuma produzir. Quando - e oxalá não aconteça - o Brasil for submetido à mesma sina da Venezuela, responderão com o jargão dos covardes: nada poderia ser feito, eles são mais poderosos. Dirão isso, ao mesmo tempo em que os púlpitos e salões de arrecadação de dinheiro reúnem multidões, louvando a funda usada por Davi, contra o bruto Golias.

 
 
 
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