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José Alcimar Oliveira (filósofo) e Marcelo Seráfico (sociólogo) ambos professores da UFAM, comentam a conduta de grande parte dos profissionais da comunicação. No entendimento dos dois intelectuais, é preciso conhecer os prejuízos trazidos ao conhecimento da verdade, diante da ocultação ou dos desvios que têm entretido aqueles profissionais, na maioria dos grandes veículos. A matéria está postada no ESPAÇO ABERTO.

 
 
 

Falto de inteligência. Falto de discernimento. Falto de conhecimento. Falto da mínima condição humana, o zero-três-à-esquerda perdeu o mandato, porque faltou às reuniões da Câmara. Neste caso, sua ausência trouxe benefícios - para os ex-colegas que a ele não se assemelham; para seus eleitores, que não se viram punidos por seu mau comportamento; para a democracia, objeto de seu ódio irrestrito. Resta, agora, tê-lo condenado pelo STF. Depois, recolhê-lo à Papuda. Isso é mais difícil. Há quem aposte que ele, condenado irrecorrivelmente, apelará ao patrão a que serve, pelo asilo. Outros apostam em que Trump repetirá o que fez com Zelensky e, mais recentemente, com o genocida Netanyahu.

 
 
 

A patética situação a que chegou Ciro Gomes fez-me lembrar a bem-sucedida peça teatral Greta Garbo, quem diria, acabou no Irajá. Do dramaturgo

Fernando Mello, foi encenada pela primeira vez em 1973. Em 1974, Raul Cortez, Eduardo Moscovis e Arlette Salles foram dirigidos por Wolff Maia. No palco, era contada a história de Pedro, enfermeiro deslumbrado com a atriz sueca. A tal ponto, que tentou imitar a vida daquela estrela. Até que encontrou Renato e levou-o para casa. Estabeleceu-se, então, uma relação afetiva entre os dois. O que não impediu Renato de apaixonar-se por Mary, uma prostituta frequentadora dos prostíbulos daquele bairro do Rio de Janeiro. Volto a Ciro Gomes, ex-ministro no primeiro governo Lula (2003-2005). Membro do Conselhão - Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República, testemunhei a firmeza e a segurança com que o ex-governador do Ceará discorria sobre a realidade brasileira. Sempre dispondo de números e de informações atualizadas, Ciro revelava-se como uma promissora liderança política, transbordando seu talento de Sobral e do estado nordestino. Não sei quando a vida do ex-ministro de Lula foi visitada pelo seu Renato. Sei, porém, que pouco a pouco o antigo aliado de Tasso Jereissati trocou o charme de Greta Garbo e o vínculo com Pedro pela boemia do subúrbio fluminense. Só sei que Ciro Gomes não desperta mais o interesse dos que pretendem dar rumos mais dignos a esta nação que espera por um projeto à altura do talento da ex-mulher de Roberto Rosselini. Rejeita, portanto, a vida periférica de Mary. E deplora a decadência política (só?) do antes respeitável paulista que se fez nordestino.




 
 
 
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