top of page

Agora, qualquer insinuação de que se trata de intenção conspiracionista cai por terra. Investigações há meses realizadas constatam o que apenas parecia denúncia sem fundamento. Grupos nazifascistas vêm operando no País, inclusive com práticas que os colocam no rol dos terroristas. São dezenas de grupos articulados entre si e operando em quase todos - se não em todos - os Estados. Classificadas pela Polícia Federal como gabinetes do ódio, essas organizações vão além da disseminação de mentiras e acusações sem provas, além de proclamações com teor nazifascista. Chegando ensinar como se produzem armas e a identificar e divulgar os alvos a serem atingidos, quando decidirem, sempre na obscuridade, praticar seus atentados. Para os que conhecem o fenômeno e o tem acompanhado, mundo a fora, o ataque à sede dos poderes, em 08 de janeiro de 2023 parecerá brincadeira. A tentativa de desqualificar as urnas eletrônicas, portanto, não se limita a mera expressão de uma divergência, diante do que nos porões dos ambientes avessos à democracia se vem tecendo. Por isso, e para impedir o derramamento de sangue tão sonhado pelos herdeiros de Hitler e de outros nazifascistas, é preciso que o Ministério Público, a Polícia Federal e os demais órgãos vinculados à segurança se antecipem. E assegurem investigação rigorosa, ao final da qual, e obediente ao devido processo legal , sejam desmontadas as organizações criminosas e mandados seus responsáveis e seguidores para o lugar por eles merecido - a penitenciária. Alguns deles já estão e estarão lá, esperando os que, aproveitando-se da democracia contra a qual se jogam, não podem ser tolerados. É grande portanto, a responsabilidade dos órgãos de segurança e investigação, tanto quanto do Ministério Público e do Poder Judiciário.

 
 
 

Editorial do Estadão critica o encontro dos Presidentes da República e do Senado, com o Ministro do STF Alexandre de Moraes. Iniciativa do também Ministro Zanin, a justificativa apresentada para tão estranho bate-papo estaria relacionada a matérias de interesse do Executivo que serão brevemente apreciadas pelo Legislativo. O jornalão bem poderia ter criticado de forma menos comprometida - e com maior autoridade - o jantar, se em episódios semelhantes tivesse trazido à baila os pretextos que à falta de melhores argumentos agora apresenta. Não há qualquer dúvida a respeito de que a escolha dos comensais e as circunstâncias em que se reuniram não terá sido a melhor. Nada, porém, que ao menos passe perto da vergonhosa reunião de 22 de abril de 2019, no Palácio do Planalto. Pelo menos duas intervenções teriam merecido vigorosa condenação, sem que sequer precise lembrar que, na ocasião, o próprio Presidente da República anunciou desejar fazer da Polícia Federal uma guarda pretoriana, a serviço dele e de seus filhos. Outros participantes do nojento convescote palaciano - os Ministros Paulo Guedes e Ricardo Salles - não deram recado destoante do mito a que serviam. O primeiro, ao dizer com todas as letras que os trabalhadores que se...(desacostumado do linguajar palaciano daquele nefasto período, deixo ao leitor a conclusão). O outro Ministro, também sem rodeios, pediu ao então Presidente que aproveitasse a distração dos media - o Estadão, inclusive - e fizesse a boiada passar. É oportuno mencionar as críticas a Lula, pelo apego que tem demonstrado à soberania nacional, diante das agressões e ameaças feitas pelo soba de olhos azuis. Como se tem comportado em relação a isso o jornalão paulista? Pedir que tudo fosse feito às claras, como o desejam todas as pessoas de bem, acaba perdendo força, quando um preceito constitucional - o artigo 3° da chamada Carta Magna - poderia ser invocado. Nele, tenho insistido, estão definidos os objetivos da República Federativa do Brasil. Se for levado a sério, esse dispositivo da Constituição evitaria jantares em circunstâncias como as que cercaram os convidados de Zanin.

 
 
 

09 de agosto de 2026: Dia dos Pais. Embora não seja pai, nem tenha mais comigo a presença do meu velho pai, Marcondes Pinheiro de Oliveira (que mesmo impedido do acesso às letras lutou até ao impossível para que seus 12 rebentos tivessem garantido o direito à educação e não fossem subjugados pela prisão da ignorância), penso que ser pai vai muito além dos limites definidos pela biologia. Ser pai e comprometer-se com o mundo (de forma paterna, e tanto mais materna) vai muito além dos laços naturais. Se é o social que nos define, a paternidade social tem precedência ontológica sobre a biológica. O conceito de famlia ou de paternidade, seja em Jesus de Nazaré, Francisco de Assis ou Karl Marx, rompeu as barreiras familiares e se caracrerizou pelo compromisso histórico e também transepocal com os condenados da terra e esfarrapados do mundo. Como franciscano ex corde, nesse ano 800 da passagem da imanência para a transcendência do querido Chico de Assis (1182-1226), igualmente Chico de Canindé, no Ceará, e Chico de Anamã, no Amazonas, seguem meus votos de saúde, bom ânimo e bons afetos spinozistas a todos os pais,

biológicos ou sociais.


De José Alcimar de Oliveira (filho de Marcondes e Ana Nilda), desde Manaus, AM, em 09 de agosto de 2026.

 
 
 
bottom of page