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Neste breve e denso ensaio, o filósofo e teólogo José Alcimar de Oliveira parte da figura bíblica do "pai da mentira" para construir uma verdadeira ontologia da mendacidade, atravessando as parábolas de Jesus de Nazaré, a crítica kantiana, a "peste emocional" de Wilhelm Reich e a "mistificação das massas" de Adorno e Horkheimer, até chegar ao diagnóstico mais urgente do texto: o avanço da cretinice digital e a progressiva desidratação da escrita crítica, autoral e reflexiva na era das redes e da inteligência artificial. Com erudição que transita livremente entre teologia, filosofia e crítica cultural, o autor propõe que só a escrita — exercida como disciplina do pensamento — é capaz de filtrar a mentira, a palavra de ordem e o ódio organizado que hoje encontram nas redes seu terreno mais fértil.

 
 
 

Alis grave nil.

🦉🦉🦉


O artigo compara dois rios símbolo — o Danúbio, na Europa, e o Amazonas, no Brasil — mostrando que os dois estão sofrendo com secas cada vez piores por causa do aquecimento do planeta e da forma como o capitalismo explora a natureza. O autor lembra que, enquanto o Danúbio recebe atenção do mundo todo, o Amazonas e seu povo ribeirinho sofrem quase esquecidos, mesmo já tendo passado por quatro grandes secas neste século. Ele usa a imagem da valsa "Danúbio Azul", de Johann Strauss, em contraste com a toada "Lamento de Raça", cantada por David Assayag, para mostrar essa diferença

 
 
 
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