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Imposição democrática

Agora, qualquer insinuação de que se trata de intenção conspiracionista cai por terra. Investigações há meses realizadas constatam o que apenas parecia denúncia sem fundamento. Grupos nazifascistas vêm operando no País, inclusive com práticas que os colocam no rol dos terroristas. São dezenas de grupos articulados entre si e operando em quase todos - se não em todos - os Estados. Classificadas pela Polícia Federal como gabinetes do ódio, essas organizações vão além da disseminação de mentiras e acusações sem provas, além de proclamações com teor nazifascista. Chegando ensinar como se produzem armas e a identificar e divulgar os alvos a serem atingidos, quando decidirem, sempre na obscuridade, praticar seus atentados. Para os que conhecem o fenômeno e o tem acompanhado, mundo a fora, o ataque à sede dos poderes, em 08 de janeiro de 2023 parecerá brincadeira. A tentativa de desqualificar as urnas eletrônicas, portanto, não se limita a mera expressão de uma divergência, diante do que nos porões dos ambientes avessos à democracia se vem tecendo. Por isso, e para impedir o derramamento de sangue tão sonhado pelos herdeiros de Hitler e de outros nazifascistas, é preciso que o Ministério Público, a Polícia Federal e os demais órgãos vinculados à segurança se antecipem. E assegurem investigação rigorosa, ao final da qual, e obediente ao devido processo legal , sejam desmontadas as organizações criminosas e mandados seus responsáveis e seguidores para o lugar por eles merecido - a penitenciária. Alguns deles já estão e estarão lá, esperando os que, aproveitando-se da democracia contra a qual se jogam, não podem ser tolerados. É grande portanto, a responsabilidade dos órgãos de segurança e investigação, tanto quanto do Ministério Público e do Poder Judiciário.

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