top of page

Um (não importa qual, tal a paridade entre eles) dos zeros à esquerda que se supõem herdeiros presuntivos de um trono inexistente, do alto de sua imbecilidade reclamou do colorido vermelho de que se tomou a Praça dos Três Poderes, com a posse do político que derrotou seu pai na eleição de outubro passado. Estranhou não ver o verde-amarelo conspurcado por sua famiglia tremular abaixo do pavilhão instalado no mastro do Planalto, durante a cerimônia a que seu pai conferiu dignidade e honra, pela ausência. Seria demasiado imaginar que algum desses algarismos nulos entendesse ser vermelha a cor da paixão e do sangue que corre no organismo das pessoas vivas - quando elas mesmas são de fato pessoas e se dedicam à Vida, delas e dos outros. Também não ocorreria a quem algum dia soube algo de algum deles tê-los como conhecedores do episódio relatado pela Bíblia, em relação à busca da Terra Prometida. Era Vermelho o mar aberto por Moisés, abrindo caminho e horizonte ao povo em busca de sua plena realização. Porque zumbis afoitos e zonzos, absolutamente ignorantes sobre o Mundo/mundo, suas gentes e coisas, nenhum dos zeros entenderia a cor que tem marcado todos os grandes movimentos populares, e não é de hoje. Aferrados a um passado que recua para muito antes dos anos 1980, a eles saberia a ofensa admitir a mínima possibilidade de compreensão da história do Mundo, mesmo a que já os tem como pacientes, dada a obscuridade que lhes frequenta cabeça, coração e alma - no caso de algum deles a ter. Sequer seu pauperismo intelectual e sua escassa inteligência permite extrair do fracasso do próprio pai a lição que o mais medíocre mas bem-intencionado cidadão colheria. Afinal, quem puxa aos seus não degenera, diz-se há muitas décadas, quem sabe séculos. A saudação do povo, enquanto Lula pronunciava seu memorável discurso depois de subir a rampa para exercitar feito inédito, um terceiro mandato presidencial, fez-se com a bandeira verde-amarela, sem joelhos postos diante de pavilhão nacional de outro país. Como seu pai, líder e ídolo não cansou de fazer.

 
 
 

Enquanto o genocida que fugiu do País desfruta das "maravilhas" do american life way, seus seguidores permanecem acampados sob a proteção do dinheiro público frente a quartéis, o País sente alívio. Primeiro, pela ausência de um dos maiores predadores que a natureza produziu. E que impôs sua ignorância, suas taras e sua brutalidade sobre todos os quase 210 milhões de brasileiros. Quatro anos durou o sacrifício, durante o qual viram-se destruídos conquistas sociais relevantes, territórios florestais ricos, cursos d'água piscosos, trabalho digno e produtivo no campo e nas cidades. Pior, porém, a destruição das esperanças indispensáveis à vida pacífica da sociedade, alimento dos sonhos coletivos estrangulados. Até chegar o 30 de outubro, em que manobras as mais soezes e vis, todas elas financiadas com dinheiro público, levaram expressiva porção da população a enxotar do poder o grupelho que dele se assenhoreou. Ainda bem, os sucessores do hediondo ser interromperam a caminhada para o suicídio social e político de uma nação cujas peculiaridades a fazem postular com justiça posição de relevo e influência na sociedade mundial. Essa informação nada tem de inédita, eis que o prestígio do Brasil se firma na ação anterior de governos liderados pelo Tripresidente de volta ao poder, o ex-metalúrgico Luís Inácio Lula da Silva. Pois já nos primeiros três meses de seu novo mandato, visitará alguns países (Argentina, Portugal, China e Estados Unidos da América do Norte), em vários continentes. A convite dos respectivos governos diga-se, para novamente desmoralizar seus detratores. Evidentemente, não são os mesmos os círculos frequentados por um e outro dos Presidentes, o que fugiu do País e o que regressou ao Planalto. Na verdade, pelo próprio entorno de ambos é transparente (talvez a única coisa assim, no governo do fugitivo), a diferença: aos milicianos, terroristas, delinquentes da mais variada ficha criminal, sucedem intelectuais, profissionais respeitados em suas áreas de atuação, cientistas e benfeitores. Cada elenco desses - de um e outro dos centros de atenção e atração - revelador dos valores, qualidades e propósitos que os atraem. Se é certo não ser a política o território exclusivo dos santos, se ele os há nesse espaço, só nos esgotos os ratos se sentem bem. Esta, portanto, a grande diferença. Se Fernando Pessoa alertava para que nada vale a pena se a alma é pequena, o que será grande ou valerá a pena quando sequer há alma?

 
 
 

Confirmou-se o objetivo prioritário do ser hediondo que desgovernou o Brasil nos últimos quatro anos. O que ele buscou, usando dinheiro público e tentando impor toda sorte de impedimentos aos eleitores, não era o posto de Presidente. Seu desejo real era o de dispor de condições favoráveis à sua defesa, porque mais que ninguém sabia dos crimes por ele cometidos. Os que não cometeu, por ter prepostos que o fariam e fizeram, ainda assim, têm-no como cúmplice. Para a Presidência, disse-o ele mesmo, não estava qualificado. A meu juízo, se chegasse ao posto de chefe de segurança de algum prostíbulo já estaria acima de seus parquíssimos conhecimentos, sua inexistente educação e dos baixíssimos valores que o animam. A lista de crimes por ele cometidos, incitados ou acobertados precisa ser desvendada em toda sua plenitude. Antes eu suspeitava de que o elenco de dispositivos penais em que ele incorrera no exercício do mandato presidencial daria um curso completo de Direito Penal. Desde que formulei essa hipótese, não vi senão aumentar a ocorrência de sua conduta delinquente, de que a fuga do último dia 30 de dezembro dá cabal testemunho. Teria sido preciso nada saber da trágica e ao mesmo tempo esclarecedora reunião com seus auxiliares diretos em 22 de abril de 2021, para fazer outro juízo da patética figura. Dom João VI, diz a História, veio ter ao Brasil, quando as tropas de Napoleão ameaçavam chegar a Portugal. Curiosa a disparidade entre uma situação e outra. O de lá, cuidadoso com o reino por ele governado, tratou de transferir-se para sua colônia. O daqui, que tomava a instituição militar do Estado como propriedade sua, envolveu-a junto com outras forças oficiais, como o teriam feito um latifundiário e seus jagunços. Não obstante, abandonou o posto logo após ver-se derrotado por 60 milhões de brasileiros e rejeitado por aqueles que, voluntária ou involuntariamente, davam a impressão de que continuariam a apoiar sua fraqueza. Mais uma vez comprovou-se quanto o homem (se dizê-lo não agride os humanos)fraco torna fraca sua gente; mais uma vez foi atestada a frase de que poucos podem enganar muitos por pouco tempo, até o dia em que todo embuste se torna claro. É bem o caso. Logo alguns beneficiários da política negativista e da morte de quase 700 mil brasileiros tratarão de alegar perseguição aos derrotados. Talvez não saibam, nem lhes interesse saber que é dever dos órgãos oficiais e de seus agentes promoverem o que se chama persecução judicial. Esta só não será feita se os atuais ocupantes dos cargos relacionados à apuração das responsabilidades, estabelecimento do devido processo legal e julgamento desejam tornar-se cúmplices. Todos sabemos quanto trabalho terá POLINTER, até o hediondo ser posto no banco dos réus. Sabemos, porém, que o prestígio internacional do Brasil, em fase de recuperação, autoriza esperar não ser tão difícil anular a fuga preventiva do delinquente fujão.

 
 
 
bottom of page