O mundo e os esgotos
- Professor Seráfico

- 5 de jan. de 2023
- 2 min de leitura
Enquanto o genocida que fugiu do País desfruta das "maravilhas" do american life way, seus seguidores permanecem acampados sob a proteção do dinheiro público frente a quartéis, o País sente alívio. Primeiro, pela ausência de um dos maiores predadores que a natureza produziu. E que impôs sua ignorância, suas taras e sua brutalidade sobre todos os quase 210 milhões de brasileiros. Quatro anos durou o sacrifício, durante o qual viram-se destruídos conquistas sociais relevantes, territórios florestais ricos, cursos d'água piscosos, trabalho digno e produtivo no campo e nas cidades. Pior, porém, a destruição das esperanças indispensáveis à vida pacífica da sociedade, alimento dos sonhos coletivos estrangulados. Até chegar o 30 de outubro, em que manobras as mais soezes e vis, todas elas financiadas com dinheiro público, levaram expressiva porção da população a enxotar do poder o grupelho que dele se assenhoreou. Ainda bem, os sucessores do hediondo ser interromperam a caminhada para o suicídio social e político de uma nação cujas peculiaridades a fazem postular com justiça posição de relevo e influência na sociedade mundial. Essa informação nada tem de inédita, eis que o prestígio do Brasil se firma na ação anterior de governos liderados pelo Tripresidente de volta ao poder, o ex-metalúrgico Luís Inácio Lula da Silva. Pois já nos primeiros três meses de seu novo mandato, visitará alguns países (Argentina, Portugal, China e Estados Unidos da América do Norte), em vários continentes. A convite dos respectivos governos diga-se, para novamente desmoralizar seus detratores. Evidentemente, não são os mesmos os círculos frequentados por um e outro dos Presidentes, o que fugiu do País e o que regressou ao Planalto. Na verdade, pelo próprio entorno de ambos é transparente (talvez a única coisa assim, no governo do fugitivo), a diferença: aos milicianos, terroristas, delinquentes da mais variada ficha criminal, sucedem intelectuais, profissionais respeitados em suas áreas de atuação, cientistas e benfeitores. Cada elenco desses - de um e outro dos centros de atenção e atração - revelador dos valores, qualidades e propósitos que os atraem. Se é certo não ser a política o território exclusivo dos santos, se ele os há nesse espaço, só nos esgotos os ratos se sentem bem. Esta, portanto, a grande diferença. Se Fernando Pessoa alertava para que nada vale a pena se a alma é pequena, o que será grande ou valerá a pena quando sequer há alma?


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