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Atualizado: 21 de jul.

O encerramento da Copa do Mundo de Futebol, domingo último, suscitou comentários da mais variada inspiração. Houve os que torceram pela Espanha, cada qual arrogando-se dono da verdade, sem que lhes tenha passado pela cabeça o que parece mais importante constatar, diante do que se viu nos estádios em que as partidas foram disputadas. Algumas vezes, fora deles. O fato mais relevante, nem por isso discutido com o mesmo empenho e fervor, envolve um dos mais lamentáveis cidadãos norte-americanos que tenham acampado na Casa Branca. Não bastara ao soba de olhos azuis rejeitar a presença de um árbitro selecionado para apitar alguns jogos, como revelação de sua índole intolerante e odiosa. O juiz de futebol voltou ao seu país e lá recebeu as honras merecidas pelos que despertam a ira dos seres inferiores. À diferença dos que, delinquentes por força da formação, da companhia e do hábito, reverenciam o mesmo personagem de que se envergonha a espécie humana. A tal espécime, porém, não bastou impor o que imaginou seria humilhação para o jovem profissional do apito. Foi mais longe, obviamente, com a colaboração de outros sabujos, ainda quando investidos em altas funções no universo futebolístico mundial. Infantino, cuja dignidade ainda está por nascer ou se ver revelada, simplesmente anulou a expulsão de um atleta da seleção do pretenso império, inaugurando prática cuja repetição ninguém poderá assegurar improvável. É que ninguém achou que ganharia alguma coisa, além de assistir e participar de pelejas marcadas pela lealdade, a hombridade, a dignidade dos que veem no futebol um dos esportes mais expressivos da amizade entre os povos. Povos e respectivos governos, sabe-se, nem sempre cantam à mesma voz ou seguem a mesma pauta. A despeito de se dizerem democráticos. Conta-se, agora, o êxito do certame, segundo a quantidade de dinheiro arrecadado. Pelo país (no caso de 2026, países) onde os jogos foram disputados. A Donald Trump, sabe toda a parte da espécie humana que pensa, nada interessa mais que o dinheiro. O grande detonador de talentos e práticas atentatórios contra o sentido de humanidade que se tem como consenso. Pois a isso, mais que a qualquer outro interesse, está vinculada a prática do esporte que um dia se chamou bretão. Antes, uma das modalidades desportivas cultivadas em todos os continentes, hoje as equipes não apresentam diferença substancial, quanto ao papel por elas jogado, no processo de acumulação em vigor. Logo consultas a parcelas da população mundial serão realizadas sobre a transformação do futebol, em escala mundial, como mais uma das formas de enriquecimento, não só de jogadores e seus empresários e treinadores, mas também das autoridades e divulgadores de alguma forma a ela ligadas. A História registrará dessa Copa, menos a resistência da seleção Argentina, a eficiência da campeã Espanha, o fiasco que representou o Brasil, o talento de atletas como Messi, Yamal, Oyarzabal, Kane. Bellingham, Cucorella, Vozinha, Dembele e Mbappé, que as tretas que ocorreram nos bastidores. Um dia todos saberemos de muito mais...

 
 
 

Atualizado: 20 de jul.

Problemas técnicos, postos em destaque nas relações idosos/inovações tecnológicas, impediram que o texto de José Ribamar Bessa Freire fosse postado antes da partida final da Copa Mundial de Futebol. Como amigo do excelente professor e defensor das melhores causas, também torci pela Argentina. Mesmo cercado de amigos e parentes que preferiram dirigir suas simpatias e energias para o time ibérico. De cada lado, muitas razões poderiam ser levantadas, como fundamento da opção. A arrogância de boa parte dos nossos irmãos ao Sul tem sido apontada, inclusive para disseminar a ideia de que eles nos odeiam. Tenho isso como algo pueril, talvez uma forma de esconder a inveja de muitos, pela resistência deles a certas manifestações do poder. A existência e a atuação das locas de la Plaza Mayo dizem muito, a respeito disso. O fato de serem governados por um títere não pode ser apontado como razão de antipatia, sobretudo quando nosso povo um dia escolheu alguém da mesma laia e com os mesmos compromissos. Porque eles estão mais próximos de chegar à nossa marca - 5 campeonatos ganhos - não é argumento a ser levado a sério. Porque depende da nossa atuação, impedir que isso ocorra. A campanha da seleção argentina, na Copa ontem encerrada, trouxe ao Mundo a impressão de que deficiências técnicas podem ser superadas, às vezes, pela hombridade e o sentimento de honra posto na execução da tarefa. Nenhuma outra equipe revelou isso, pelo menos, em, grau maior que o da Argentina. Chama-los de racistas e por isso negar-lhes o apoio torna-se contradição inaceitável, quando não é pequeno o número de brasileiros que também o são. Nem por isso, recusamos apoiar nossos representantes nos gramados - a jogar o pebol ou a consumir a grama que aos bovinos deveria ser reservada. No meu caso, a opção levou em conta, mais que tudo, a História. Entre o colonizado e o colonizador. escolhi o primeiro. Mesmo concordando em que venceu o melhor, pelo menos do ponto de vista técnico. Digo-o, porque vi o jogo todo. E, mais ainda, depois que o esporte trazido pelos ingleses passou a ser não mais que um grande negócio, não há espírito esportivo que se aguente. Meus olhos viram jogadores brasileiros evitarem a bola dividida, em vários dos poucos jogos que nossa seleção disputou. Será que isso não bastaria?...

 
 
 

À medida em que as eleições se tornam mais próximas, mais se complica a candidatura do herdeiro do espólio do preso em regime domiciliar. O benefício que lhe foi concedido a título humanitário já quase não serve para nada, além de mostrar sua fragilidade de caráter, talvez maior que a discutível robustez do seu aparato físico. Vão mais uma vez ficando para trás as quezílias que envolvem seus familiares, tanto quanto cresce a multidão dos que percebem a falsidade estampada no rosto de seu presunçoso herdeiro. Lideranças partidárias que ontem faziam questão de lamber-lhe as botas e as ferraduras dão sinais de deserção. As tratativas que resultaram na aplicação do tarifaço de Trump são obra dos seus porta-vozes, a partir dos círculos domésticos, forçados a desmentir o que foi apresentado como documento avalizador da fracassada candidatura. As crises de soluço entram, mais uma vez, na pauta das discussões. Pensar que uma personalidade assim, tão desprovida de brios, coragem e hombridade chegou um dia a sentar-se no principal assento da República parece coisa de conto de fadas. Nos protagonistas, identificam-se algumas das figuras celebradas em outras peças de ficção, faz séculos. Há desde a madrasta má, quanto os vilões que contra elas se lançam, em tarefa tão inglória quanto destituída de algum valor positivo. Já se insinua que a candidatura não chegará incólume ao mês de outubro. O abandono de algumas siglas partidárias, cujas bancadas se constituíram graças às mentiras capazes de amealhar votos, não pode agradar aos aproveitadores de sempre, aqueles que, denunciados pelos atos ilícitos que se lhes imputam, não veem como defender-se. Por isso, tratam de assemelhar os adversários a eles mesmos, como a repetir o bordão de  Chico Anísio, que fez tantos brasileiros rirem, durante anos: “sou, mas quem não é?”. Uma espécie de confissão que qualquer magistrado, em qualquer das varas e instâncias judiciais espalhadas pelo País tem a obrigação de tirar a limpo. É o momento, portanto, de o Ministério Público aumentar a atenção para esses fenômenos, quem sabe o primeiro passo para colocar os delinquentes onde eles cabem, por absoluta justiça – a prisão. Tudo, como ocorre na democracia que merece tal qualificativo: após transcorrido o devido processo legal.

 
 
 
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