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O escondido um dia aparece

Atualizado: há 2 dias

O encerramento da Copa do Mundo de Futebol, domingo último, suscitou comentários da mais variada inspiração. Houve os que torceram pela Espanha, cada qual arrogando-se dono da verdade, sem que lhes tenha passado pela cabeça o que parece mais importante constatar, diante do que se viu nos estádios em que as partidas foram disputadas. Algumas vezes, fora deles. O fato mais relevante, nem por isso discutido com o mesmo empenho e fervor, envolve um dos mais lamentáveis cidadãos norte-americanos que tenham acampado na Casa Branca. Não bastara ao soba de olhos azuis rejeitar a presença de um árbitro selecionado para apitar alguns jogos, como revelação de sua índole intolerante e odiosa. O juiz de futebol voltou ao seu país e lá recebeu as honras merecidas pelos que despertam a ira dos seres inferiores. À diferença dos que, delinquentes por força da formação, da companhia e do hábito, reverenciam o mesmo personagem de que se envergonha a espécie humana. A tal espécime, porém, não bastou impor o que imaginou seria humilhação para o jovem profissional do apito. Foi mais longe, obviamente, com a colaboração de outros sabujos, ainda quando investidos em altas funções no universo futebolístico mundial. Infantino, cuja dignidade ainda está por nascer ou se ver revelada, simplesmente anulou a expulsão de um atleta da seleção do pretenso império, inaugurando prática cuja repetição ninguém poderá assegurar improvável. É que ninguém achou que ganharia alguma coisa, além de assistir e participar de pelejas marcadas pela lealdade, a hombridade, a dignidade dos que veem no futebol um dos esportes mais expressivos da amizade entre os povos. Povos e respectivos governos, sabe-se, nem sempre cantam à mesma voz ou seguem a mesma pauta. A despeito de se dizerem democráticos. Conta-se, agora, o êxito do certame, segundo a quantidade de dinheiro arrecadado. Pelo país (no caso de 2026, países) onde os jogos foram disputados. A Donald Trump, sabe toda a parte da espécie humana que pensa, nada interessa mais que o dinheiro. O grande detonador de talentos e práticas atentatórios contra o sentido de humanidade que se tem como consenso. Pois a isso, mais que a qualquer outro interesse, está vinculada a prática do esporte que um dia se chamou bretão. Antes, uma das modalidades desportivas cultivadas em todos os continentes, hoje as equipes não apresentam diferença substancial, quanto ao papel por elas jogado, no processo de acumulação em vigor. Logo consultas a parcelas da população mundial serão realizadas sobre a transformação do futebol, em escala mundial, como mais uma das formas de enriquecimento, não só de jogadores e seus empresários e treinadores, mas também das autoridades e divulgadores de alguma forma a ela ligadas. A História registrará dessa Copa, menos a resistência da seleção Argentina, a eficiência da campeã Espanha, o fiasco que representou o Brasil, o talento de atletas como Messi, Yamal, Oyarzabal, Kane. Bellingham, Cucorella, Vozinha, Dembele e Mbappé, que as tretas que ocorreram nos bastidores. Um dia todos saberemos de muito mais...

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