Mil razões
- Professor Seráfico

- há 21 horas
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Atualizado: há 3 horas
Problemas técnicos, postos em destaque nas relações idosos/inovações tecnológicas, impediram que o texto de José Ribamar Bessa Freire fosse postado antes da partida final da Copa Mundial de Futebol. Como amigo do excelente professor e defensor das melhores causas, também torci pela Argentina. Mesmo cercado de amigos e parentes que preferiram dirigir suas simpatias e energias para o time ibérico. De cada lado, muitas razões poderiam ser levantadas, como fundamento da opção. A arrogância de boa parte dos nossos irmãos ao Sul tem sido apontada, inclusive para disseminar a ideia de que eles nos odeiam. Tenho isso como algo pueril, talvez uma forma de esconder a inveja de muitos, pela resistência deles a certas manifestações do poder. A existência e a atuação das locas de la Plaza Mayo dizem muito, a respeito disso. O fato de serem governados por um títere não pode ser apontado como razão de antipatia, sobretudo quando nosso povo um dia escolheu alguém da mesma laia e com os mesmos compromissos. Porque eles estão mais próximos de chegar à nossa marca - 5 campeonatos ganhos - não é argumento a ser levado a sério. Porque depende da nossa atuação, impedir que isso ocorra. A campanha da seleção argentina, na Copa ontem encerrada, trouxe ao Mundo a impressão de que deficiências técnicas podem ser superadas, às vezes, pela hombridade e o sentimento de honra posto na execução da tarefa. Nenhuma outra equipe revelou isso, pelo menos, em, grau maior que o da Argentina. Chama-los de racistas e por isso negar-lhes o apoio torna-se contradição inaceitável, quando não é pequeno o número de brasileiros que também o são. Nem por isso, recusamos apoiar nossos representantes nos gramados - a jogar o pebol ou a consumir a grama que aos bovinos deveria ser reservada. No meu caso, a opção levou em conta, mais que tudo, a História. Entre o colonizado e o colonizador. escolhi o primeiro. Mesmo concordando em que venceu o melhor, pelo menos do ponto de vista técnico. Digo-o, porque vi o jogo todo. E, mais ainda, depois que o esporte trazido pelos ingleses passou a ser não mais que um grande negócio, não há espírito esportivo que se aguente. Meus olhos viram jogadores brasileiros evitarem a bola dividida, em vários dos poucos jogos que nossa seleção disputou. Será que isso não bastaria?...

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