top of page

Traidor, espião, informante, inimigo da própria pátria, infiltrado.

Esses são alguns dos sinônimos que designam um quinta-coluna.

O termo foi criado durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939), quando quatro colunas militares do General Franco marchavam para cercar Madrid e o general Emílio Mola, comandante das forças franquistas, disse que contava com uma quinta coluna dentro da cidade.

Se referia aos sabotadores infiltrados entre os republicanos. Espanhóis que apoiavam o inimigo. Francisco Franco ficou no poder por 36 anos, com apoio dos quintas-colunas.

No Brasil, traidores, delatores e agentes infiltrados ficaram conhecidos na história por seus atos infames.

O mais simbólico deles foi Joaquim Silvério dos Reis, que em 1789 delatou Tiradentes e os planos da Inconfidência Mineira ao sabujo do rei de Portugal em Minas Gerais e governador da província, Visconde de Barbacena.

Silvério dos Reis traiu o movimento libertário mineiro em troca de benefícios pessoais, muito parecido com uma família conhecida no Brasil de hoje.

Outra figura perversa foi aquele que ficou conhecido como Cabo Anselmo, um militar infiltrado na luta de resistência à ditadura militar de 1964.

Cabo Anselmo foi responsável por dezenas de assassinatos cruéis de militantes de esquerda pela ditadura. Em 1973, sua companheira, Soledad Barrett Viedma, grávida do traidor, foi presa, barbaramente torturada e morta pelos militares, junto com o filho que tinha no ventre. Foi Cabo Anselmo quem a delatou.

Hoje, o nome do traidor da pátria, delator, agente de país estrangeiro e quinta-coluna atende pelo nome de Bolsonaro. Pode ser o pai, preso por tentativa de golpe e plano para assassinar o presidente eleito, ou pode ser um filho, tanto o que atende por nome Flávio , como Eduardo.

Flávio Bolsonaro é um velho conhecido das tramas contra o regime repúblicano. Entende-se aqui república na origem latina da palavra: "coisa pública" ou "coisa do povo".

Esse personagem pérfido não tem o menor apreço pelo sentido público do exercício de um mandato concedido pelo povo.

Como deputado estadual do Rio de Janeiro, empregou parentes de milicianos no seu gabinete e condecorou líderes do crime organizado. Em meio aos acordos, instituiu um mecanismo de desvio de dinheiro público, que ficou conhecido e comprovado como Rachadinha.

Mais recentemente, como senador da república, juntamente com seu irmão, Eduardo, se dedica à tramoias contra o Brasil, em conluio com o presidente dos Estados Unidos da América, o fascista Donald Trump.

Pedido de taxações absurdas contra exportações brasileiras e promessa de entrega das riquezas nacionais caso seja eleito presidente são algumas das ações empreendidas pelo herdeiro de Joaquim Silvério dos Reis.

Mas como diz minha companheira Carla Sarrazin, a fruta não cai longe do pé.

Flávio Bolsonaro é filho de um conhecido terrorista, que está preso na papuda, em Brasília. Seu pai tentou explodir quartéis do exército quando era militar e seus adeptos atentaram contra os poderes da república, inclusive chegando a planejar atentado contra aeroportos e contra a vida de autoridades da república.

O sociólogo Aldenor Ferreira, em artigo publicado recentemente, defende a criminalização do que ficou conhecido no Brasil como bolsonarismo. As razões apresentadas são claras: "o movimento se consolidou como uma estrutura permanente de ataque à democracia, à soberania nacional, às instituições republicanas, à ciência e à própria ideia de verdade objetiva."

Enquanto o último desses traidores não estiver trancafiado numa prisão de segurança máxima, o povo brasileiro precisa isolá-los do convívio republicano. São traidores da pátria e do povo.


Lúcio Carril

Sociólogo

 
 
 

Em 1792, chamou-se Joaquim Silvério dos Reis. Nos anos 1960, José Anselmo era o nome dele. Nosso tripulante, sociólogo Lúcio Carril aumenta a lista. Desta vez, traça o retrato (em 3 X 4, pelo tamanho do protagonista) do quinta-coluna em atividade. Um dos...Na aba ESPAÇO ABERTO. Vá lá e leia!

 
 
 

Vergonhoso, mais que tudo, é constatarmos a desfaçatez - para não dizer poisa pior - com que as elites brasileiras encaram o trabalho humano. Enquanto aqui parte dela, majoritária no Congresso, tenta impedir a qualquer que seja o custo, a redução da jornada semanal do trabalho, número divulgado pela Eurostar faz conhecer quanto trabalham os europeus. Nem por isso as sociedades de cerca de 30 países discriminados no mapa aqui postado (ontem, na aba NAONDA) foram à bancarrota. Apenas um desses países, a Turquia, mantém a jornada de 44 horas/semana. Em nove dos países mapeados, vige o regime de 38 horas semanais, havendo mesmo o registro de 32 horas, nos Países Baixos. A grande maioria deles, cerca de 85% adota jornada inferior a 40 horas. Dentre eles, os de maior expressão política, social e econômica. Nada que possa surpreender o observador informado, eis que ainda hoje a prática do trabalho escravo não chega a constituir exceção. Ao contrário, mesmo denunciado pela maioria dos cidadãos que ganham o pão que os mantêm com dignidade e mantêm sua família, ainda se assiste à tentativa de evitar qualquer avanço. Mas a defesa do retorno à escravidão não esgota a perversidade com que atuam as elites, com ou sem mandato popular. O simples fato de se sentirem encorajados a apresentar propostas tão malignas indica a verdadeira causa mobilizadora de grande parte do Congresso: o enriquecimento pessoal ou familiar, a que se vinculam as práticas mais nocivas, como as emendas parlamentares, as decisões encomendadas por setores influentes da economia, se não quisermos lembrar das rachadinhas, características de certo tipo de traidores. O caso Vorcaro, portanto, diz muito mais do que se apurou até agora. Longe de esgotar o conhecimento da trajetória dos que a ele estão direta e intimamente ligados, o trabalho criterioso das autoridades policiais já pode revelar, ao menos como síntese, a capacidade do aventureiro dono do banco Master. Rapacidade mais que capacidade, tantas as fórmulas criminosas de que se valeu, para chegar aos merecidos constrangimentos por que agora passa. Não faltam, no rol das peripécias de Vorcaro, projeto de lei elaborado no escritório do principal interessado; superfaturamento de serviços; lavagem de dinheiro - tudo isso, festejado em bacanais e regado ao melhor uísque. No Brasil e no exterior. Como convém a uma elite despudorada e à qual é quase temerário atribuir a condição humana. Fazê-lo equivaleria a nivelar por baixo toda uma espécie animal. A que se diz superior.

 
 
 
bottom of page