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Felix Valois*


Um cidadão estendeu a bandeira brasileira na sacada de seu apartamento e, abaixo dela, uma advertência: “É para a Copa. Não bebo detergente”. Que coisa curiosa! Poucos brasileiros, nestes oito e meio milhões de quilômetros quadrados, estão desatentos ao início da maior competição mundial de futebol. A maioria de nós não consegue esconder a ansiedade, na esperança de que nossa seleção conquiste mais um título. Desde agora, então, é uma festa verde e amarela, com faixas, bandeirolas e o que mais possa existir com as nossas cores nacionais.

Por que, então, o nosso compatriota fez questão de fazer a ressalva, na exibição de sua bandeira? Simples, meu caro Watson. Houve um período de quatro anos em que uma corja envergonhou o Brasil, governando-o como se ele fosse uma colônia dos Estados Unidos, mas fazia questão de envergar uma camisa verde e amarela. Era a hipocrisia elevada à máxima potência. Diziam-se patriotas, mas sua natureza subserviente sempre entendeu que Trump e quejandos podiam dizer o que era melhor para nosso país. Vai daí que, derrotados nas urnas, esses infelizes estão agora a urdir as mais sórdidas ações contra nossa pátria.

O filho do presidiário, sendo, por incrível que pareça, senador da República, vai a Washington e promete ao troglofascista que, se for eleito aqui, entregará nossas riquezas, não a preço de banana. Fará doação. Ademais, parece ter conseguido que o demônio louro voltasse ao seu delírio de dono do mundo e nos ameaçasse com taxações absurdas. O singelo pix é preocupação na Casa Branca.

A pergunta é: o que temos nós com isso? É inconcebível que um mero sistema de pagamentos possa representar ameaça para o imperador do universo. Claro que não representa e o assunto é só mais um pretexto para a agressão à nossa soberania e ao nosso direito de termos orgulho de ser brasileiros.

Volto à bandeira e ao verde e amarelo. Digo aos poucos brasileiros que me leem: não tenham vergonha de estender o pavilhão nacional, nem de usar a camisa do time canarinho. Nós, os que não somos capachos de estrangeiros, detemos o indiscutível direito de manifestar nosso amor à Pátria, no momento em que nosso país vai disputar um campeonato mundial.

Os do outro lado, os que usaram o verde e amarelo mas não o honraram, eles que têm de retornar à sua insignificância e pedir perdão ao país pelas atrocidades que cometeram. Setecentos mil mortos na pandemia, enquanto um presidente fazia mangoça dos que padeciam com falta de ar. E um país que deixaram à beira da falência, por conta de uma política econômica desvinculada da realidade. E ódio que divulgaram, incentivando o uso de armas de fogo, como forma de resolver conflitos.

Eu não quero nem saber desses idiotas que usaram a camisa verde e amarela como emblema da estupidez. Acho que é dever dos brasileiros de verdade resgatar a importância desse símbolo. No próximo dia 13 de junho, quando a seleção nacional entrar em campo, podem estar certos de que estarei envergando uma camisa verde e amarela. Inclusive, a mesma que usei na conquista do penta e que guardo como relíquia.

Ser brasileiro é muito mais do que esbravejar ódio e violência. É ter orgulho da terra em que nasceu e dizer, como Castro Alves, “não pode ser escravo quem nasceu no solo bravo da brasileira nação”.

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*Advogado, professor e ex-Presidente da OAB-AM, o autor é tripulante desta nau.

 
 
 

Vai chegando o dia em que o zero-hum-à-esquerda despertará com o toc-toc da PF em sua porta. Como na música de Chico, tantas ele fez que os abusos às regras legais aproximam-no da barra dos tribunais. Pior para ele e o gado que cavalga cavalo escuro. Enquanto a carne de vaca vai para o exterior e rende divisas para o Brasil, os jumentos começam a tomar o caminho do brejo.

 
 
 

Ora, vejam só! De onde veio o estímulo ao estupro e ao nascimento de crianças produzidas por um crime? Exatamente dos que dizem defender Deus, Pátria e Família. Observadas outras condutas típicas da elite direitista do País, nada surpreenderia. As manifestações de ódio à pobreza, o desprezo pelos interesses nacionais, não aconselharia surpresa. Tão repetitivas, tornaram-se rotineiras, deixando claras as (más) intenções de suas lideranças e militantes. A proteção dos membros da famiglia, a crença em qualquer deus que lhes provenha os cofres, a submissão a governantes de outra nação, então, são os traços marcantes em toda sua lamentável e predatória passagem pela Terra. Mas, dizia um político norte-americano, há quem consegue enganar poucos por muito tempo, muitos por pouco tempo - e ninguém que consiga enganar todos, o tempo todo. Chega o dia em que a máscara cai. Alguns, por isso, acabam seus dias na penitenciária. O que explica as agressões ao poder republicano de onde será emitida a sentença condenatória. As pernas da mentira são curtas.

 
 
 
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