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Quando ignorância e egoísmo se juntam, o filho daí nascido nada acrescenta à paz e à tranquilidade das famílias. Sobretudo, porque os problemas passam a ser apreciados de um ponto de vista limitado, em absurdo exercício do mais tacanho reducionismo. Já não bastou a redução da população brasileira, durante a covid-19, quando mais de 700.000 brasileiros foram mortos, em grande medida, pela ação e omissão do próprio governo federal. O apego ao reducionismo dos egoístas e ignorantes não é limitado apenas à abertura das cancelas, para que o gado possa passar. São frequentes suas agressões ao estado, a não ser quando mantê-lo gera e confere benefícios que os têm como destinatários. Melhor capturar o estado e controlá-lo. Em cenário mais amplo, eles advogam o estado servil à voracidade do seu apetite. Isso não os tem dispensado, todavia, da redução aplicada a outros problemas e outras áreas da sociedade. Mesmo, se contrariando a realidade e afastando experiências anteriores e os efeitos da redução pretendida. A bola da vez é a redução da maioridade penal. Registrada a exagerada população presidiária, a decisão de incriminar, condenar e aprisionar os atuais menores, sem ter melhorado a execução das leis pertinentes, resultará na construção de mais presídios. A educação poderá ceder recursos, enquanto as organizações criminosas aproximarão os jovens que deveriam estar na escola regular, ao alcance dos líderes que cumprem pena. Reduzir a jornada do trabalho, no entanto, é objeto de restrições da mais variada inspiração. Nenhuma delas, menos que indecorosa.

 
 
 

Uma iniciativa de pessoas indignadas começa a ser divulgada nas redes. Uma espécie de anúncio do que as próximas eleições poderão representar, como elemento de depuração do Congresso. Petição a ser encaminhada ao Parlamento e, sobretudo, à população, pede assinaturas em apoio à cassação do senador David Alcolumbre. As práticas do representante do Estado do Amapá, sempre vizinhas do que se chama chantagem em boa e precisa linguagem, aproximam-no do caso banco Master. Razões para a cassação, portanto, parecem existir. Vontade para fazê-lo, só seus colegas dirão. Se não, a Justiça.

 
 
 

A expressão de Nelson Rodrigues ganha terreno, ao pôr à mostra portadores do complexo de vira-latas. Desta vez, na que um dia se chamou exemplo de democracia, nada menos que o império decadente situado além do Rio Grande. As demonstrações da ignorância, da prepotência e da discriminação que habitam a cabeça do pretenso dono do Mundo, já não chegam a surpreender ninguém. De Donald Trump, o inesperado só virá, se assumir a forma e a expressão de bom senso, equilíbrio e cortesia. Em suma, algo de que ele se mostra absolutamente incapaz de manifestar. Não é de sua índole, nem tem registro em sua trajetória. Até certo ponto surpreendente, é a reação do Presidente da FIFA, o pueril - se não é dizer pouco - Gianni Infantino. A menos que haja alguma ironia na expressão com que reagiu (não sou dono do mundo) à recusa do árbitro

somali em território norte-americano, ele reproduziu conduta adotada pelo Presidente da Ucrânia, Volodmir Zelensky. Antes, dizia-se que os cães largavam, enquanto a caravana passava. Agora, a caravana segue, levando com ela os cães infectados pelo complexo denunciado pelo teatrólogo e jornalista pernambucano. Assim vem sendo feita a vida, como ela é.

 
 
 
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