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Leio sobre o decréscimo na busca de vagas em estabelecimentos de ensino superior que exploram o EAD (ensino à distância, para os que não sabem). Divulgam-se dados, informações e comentários que se prestam ao mais variado uso. Desde a confirmação dos que consideram fundamental ao processo educativo, o contato primário, pessoal e frequente entre educadores e educandos. Os que veem a educação como mais que instrução (lembram os tempos em que se chamava instrução pública?) ou adestramento. Aquilo que, num certo e infeliz sentido, leva à formação de operadores do Direito. Pois é. Os números divulgados e as análises e tentativas de compreensão do fenômeno de que se queixa grande parte das escolas privadas de nível universitário (?) também serve para revelar os riscos da tal educação familiar (homeschooling, dizem os que não sabem português), aquela que dispensa a criança em idade escolar de frequentar aulas em escolas, públicas ou privadas. Expressão do mais exacerbado individualismo e bandeira de conteúdo egoístico insuperável, tal modalidade vem sendo defendida pelos que renunciam à sua própria condição humana, como a via Platão e como a qualificou Hannah Arendt. Nada menos que lembrar, com sentido inverso, o que Rosseau disse sobre o ser humano e a sociedade. Se a sociedade responde pela transformação do animal dito superior (puro, também, para o pensador francês), melhor que ele se deixe ficar no seio da família, aprendendo com seus membros e levando à praça, como diz velho aforismo, os costumes aprendidos. Aqui, e levando em conta relações, costumes e valores familiares tão divulgados - imaginemos como seria a sociedade do futuro! Para fazer-nos refletir sobre isso, também serve a notícia que li.

 
 
 

Gianni Infantino, repudiado em sua intenção de permanecer lambendo as botas de Donald Trump, como o patrão - recuou. Assim, a FIFA não entregará ao grupo instalado na Casa Branca, os bilhões tão cobiçados. O irmão do genro do soba de olhos azuis já fugiu da raia. Primeiro, a UEFA; depois, confederações de futebol de outros continentes viraram as costas para as armações do ítalo-suíço e seu sócio do outro lado do Mundo.

 
 
 

A jornalista Joyce Hasselmann, uma das mais conhecidas madalenas politicas, dedica-se atualmente a destruir a imagem de seu antigo mito. O mesmo que a transformou em parlamentar. Arrependida, Joyce agora deita falação sobre particularidades do seu ex-líder, levando no arrastão outras figuras que posam de isentões. Um deles, o colega William Wack, que um dia aparentava-se progressista. Ele mesmo, hoje articulista do Estadão, integraria o ministério do sentenciado que o gesto humanitário do STF deixou no conforto (?) do próprio lar(?). Diz Joyce que ela o teria indicado para o Ministério das Relações Exteriores.

 
 
 
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