top of page

Mais que simples declaração de apoio à resistência do governo brasileiro, a manifestação de Xi-Jin Ping embute outros significados. Basta examinar o contexto em que o Presidente chinês fala, não o momento inaugural de um processo caracterizado, sobretudo, pelas ameaças que pesam sobre o prestígio internacional do império decadente. O segundo mandato de DonaldTrump, até agora, não tem conseguido levar a termo o projeto MAGA, se é que o resultado mostra crescentes perdas para o pretenso senhor dos mundos. Se antes faltavam dados e condições reveladores do declínio da influência norte-americana em termos planetários, a criação do BRICS como um divisor de águas , manda a verdade dizer, esses fatores só têm crescido. Outras nações somaram-se ao grupo, guardam desde que a África do a ele foi integrada. Outras nações foram incluidas, sendo que outras agora aguardam lá renifedrecepção. O grupo inicial, representando mais de 30% do RS PIB mundial, está próximo de superar com enorme vantagem, gira metade da população mundial. As hostilidades de Trump ao BRICS, ninguém ignora, tem sido a forma até aqui por ele encontrada para intimidar o Mundo. Um aspecto a considerar, se ao acúmulo de agressões (de que o tarifaço e as ameaças de ordem territorial, por enquanto focadas na Venezuela, Panamá, Noruega, Cuba, Oriente Medio são inevitáveis exemplos) não detiver a resistência a que a China empresta apoio, é o uso do Arsenal atômico, a partir do Pentágono. Quando faltam argumentos, a força ganha foros de panaceia. O tigre de papel há muito deixou de sê-lo.

 
 
 

Nada poético, muito menos programático, o lançamento do ortopedista Ronaldo Caiado à Presidência da República não fugiu ao ideário da direita. Por enquanto divergente do representante do condenado em desfrute de prisão domiciliar, o ex-governador de Goiás usou do mesmo discurso do boneco de ventríloquo. Daí, nada terá acrescentado ao vazio que caracterizou o discurso de lançamento do zero-hum-à-esquerda. Oferecendo-se como alternativa entre os dois mais citados postulantes ao cargo, mas fiel à cartilha que orienta o candidato atado à tornozeleira eletrônica do ventriloquo, Caiado não consegue esconder sua indiferença aos problemas reais do povo brasileiro. Sua bravata, pronunciada em discurso oco e desorganizado, deixou patente que também ele não apresenta um projeto de nação, como a maioria dos candidatos. Nesse particular aspecto, não é exagero dizer do quanto carece o País de políticos que sejam capazes de formular, de forma sistemática, o que se poderia chamar projeto nacional. Ele mesmo, um dos líderes da bancada do boi, Ronaldo Caiado, de quem se diz ortopedista bem-sucedido, precisa antes de tudo aprender que bisturis e perfuradora usadas em salas de cururgia, não bastam para colocar o Brasil em firme caminhada.

 
 
 

Atualizado: 26 de jul.

A oficialização de candidaturas à Presidência da República, ocorrida ontem, proporcionou episódios que, sem surpresa, têm a aparência das peças teatrais de Samuel Beckett. Puro teatro do absurdo. Sem fugir, porém, da absurda e obscura trajetória de um dos candidatos. A reiteração do enredo, portanto, responde pela absoluta falta de surpresa. Sem retirar do lamentável espetáculo o teor de absurdo por ele ostentado. Desde a presença, como avalista da candidatura lançada na cidade de São Paulo, do Presidente Milei da República Argentina, cujo povo vem empobrecendo no país infelicitado. Também não surpreendem a apresentação da imagem do exterminador do povo palestino, ratificador dos compromissos e laços que aproximam o candidato de Benjamin Netanyahu. Mais grave ainda, a aparição do criador do candidato, de quem este é porta-voz declarado e confesso. O que é mais grave, ainda, sem fugir à regra, essa aparição do condenado após o devido processo legal, também o tem como credor da promessa do candidato de mais uma vez ofender a Constituição e as leis eleitorais e penais. Não faltou, sequer, a atribuição ao seu concorrente mais temido, da prática de crimes, esquecido do que as autoridades policiais e judiciárias têm atribuído ao zero-hum-à- esquerda, na ocasião lançado candidato. Daí, seu extremo absurdo, consistente em falar de corda em casa de enforcado. Como se milicianos e envolvidos em rachadinhas não fossem delinquentes, à moda de tantos outros que abarrotam as penitenciárias. E não há razões humanitárias que os ponha no recôndito do lar.

 
 
 
bottom of page