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Ironia das ironias, hoje é o dia da Paz. A data que a hipocrisia humana escolheu, para zombar dos sentimentos mais nobres que o autoproclamado animal inteligente finge cultuar. Não é que todos sejamos hipócritas, a não ser que silenciemos sobre a realidade facilmente constatável. Nesse caso, não será menor nosso pecado, nem poderemos alegar inocência. É quase impossível contar o número de conflitos, armados ou não, que tornam o Planeta uma arena de proporções imensuráveis. Com armas convencionais ou modernas, promove-se a matança de humanos, em todos os continentes. Sem elas, também. A privação de alimentos a que está submetida grande parte da população mundial; a precária situação habitacional e sanitária característica de amplo espaço ocupado pelos pobres e miseráveis desnudam a mentira que se tenta vincular à Paz. Ainda por cima, o propósito do mais belicoso dos seres que o planeta visto como o viu Yuri Gagarin - azul - cobre, de receber o Nobel da Paz!

Se há algo que se possa, com sinceridade, dizer aos nossos contemporâneos, o fim do império e a frustração do imperador decadente seria o melhor augúrio. Seja assim, o 2026 que começamos a percorrer!

 
 
 

Se não for decretado sigilo à apuração das fontes em que se baseou The Economist, para o editorial do dia 30 de dezembro, logo se conhecerá a pena que o escreveu. Ou os dedos que desabaram sobre o teclado do computador. Ou, ainda, qual o inspirador do contraditório e inconsistente texto. Segundo o periódico britânico, Lula é velho demais, doente demais, com a agravante de ter feito uma cirurgia no cérebro. Além disso, The Economist alega que o carisma do Presidente brasileiro não previne o declínio cognitivo decorrente de sua idade, nem se livra das acusações de corrupção que os adversários lhe têm imputado. A revista reconhece avanços, dando destaque à simplificação do sistema e do processo tributários, embora considere pouco ambiciosa a transferência de renda, com surpreendente e rápido crescimento. Tais políticas parecem mediocres, porque reduzidas ao auxílio aos pobres. A busca de tributar com mais justiça as empresas também é criticada pelo periódico britânico. Essas contradições não escondem o objetivo inicialmente apenas insinuado: o de impedir a reeleição de Lula. Reconhecendo o favoritismo do atual Presidente do Brasil, The Economist considera o zero-um-à-esquerda sem nenhuma capacidade de competir. Aí vem a mensagem que o periódico deseja passar: Tarcísio de Freitas é o candidato ideal e tem alguma probabilidade de superar Lula. O mesmo que a Faria Lima gostaria de ver disputando as próximas eleições presidenciais. Desta vez, parece que a antiga RCA Victor trocará de slogan. A voz do servo, representando o dono.

 
 
 

Há sempre a probabilidade de o mesmo fenômeno ser percebido de forma diferente, segundo a pluralidade dos observadores. Ainda que estes sejam apenas dois, aí já se pode cogitar de duas interpretações diferentes. Certos acontecimentos, frequentemente registrados na vida física, de que dão conta a Biologia, a Física e a Medicina, dentre outras, levam à criação de leis. Com base nelas, os discípulos de Hipócrates prescrevem os remédios e, na maioria dos casos, mantêm a vida dos pacientes. Até que os avanços científicos consigam superar o conhecimento anterior. Há que observar, contudo, que, de tão recorrentes, alguns sintomas são facilmente percebidos até por leigos. O facies da pessoa, sua reação a certos estímulos levam os circunstantes a avaliar se ela traz consigo alguma enfermidade. Nas ciências ditas humanas, a própria substância dos fenômenos - o homem e sua conduta - dificulta a percepção do fenômeno. Nessa área, mais que a realidade apreensível pelos sentidos, pesam fatores alheios ao fato em si. Ora são os traumas sofridos; ora os desejos e sonhos; ora os interesses do observador. Entender essa diferença fundamental entre a realidade e sua percepção é indispensável a um juízo correspondente ao fato. O Brasil, neste 2025 no portão de saída, experimentou resultados positivos, a despeito do esforço de alguns por frustra-los. Quando o mau agouro dos pessimistas, marginais e negativistas se frustrou e deu com o costado na barra dos tribunais, as exportações bateram recordes. A resposta do governo ao tarifaço de Trump foi neutralizada, do que resultou a abertura de novos mercados, continentes afora. Milhões de famílias que haviam voltado à condição de miséria no período 2019-2022 romperam a situação de pobreza, nos três últimos anos. Em que pese a confusão proposital entre ocupação e emprego, o mercado de trabalho expandiu-se, proporcionando o aumento real dos ganhos da população. Nada que chegue à justa remuneração do trabalho, mas o suficiente para festejar o quase-pleno emprego. (Ou, para não incidir em desonestidade, a plena ocupação). Isso tudo, quando a taxa de juros é mantida, para evitar perda nos ganhos dos acumuladores de sempre. E, também, sem nenhum recuo dos que trabalham a favor do caos. A síntese disso pode ser a constatação de duas economias, descritas segundo os interesses de cada classe: os que realmente trabalham fazem menor o índice de desalento e acreditam que pode ser ainda melhor. Os que vivem de explorar os primeiros, persistem em fazê-lo, insatisfeita a voracidade que os torna donos do poder. A melhoria das condições de vida, porém, pode ser prevista, mesmo comas mentiras que tentarão desmerece-las. De qualquer forma, pode-se esperar FELIZ ANO NOVO!

 
 
 
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