Duas economias
- Professor Seráfico

- 31 de dez. de 2025
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Há sempre a probabilidade de o mesmo fenômeno ser percebido de forma diferente, segundo a pluralidade dos observadores. Ainda que estes sejam apenas dois, aí já se pode cogitar de duas interpretações diferentes. Certos acontecimentos, frequentemente registrados na vida física, de que dão conta a Biologia, a Física e a Medicina, dentre outras, levam à criação de leis. Com base nelas, os discípulos de Hipócrates prescrevem os remédios e, na maioria dos casos, mantêm a vida dos pacientes. Até que os avanços científicos consigam superar o conhecimento anterior. Há que observar, contudo, que, de tão recorrentes, alguns sintomas são facilmente percebidos até por leigos. O facies da pessoa, sua reação a certos estímulos levam os circunstantes a avaliar se ela traz consigo alguma enfermidade. Nas ciências ditas humanas, a própria substância dos fenômenos - o homem e sua conduta - dificulta a percepção do fenômeno. Nessa área, mais que a realidade apreensível pelos sentidos, pesam fatores alheios ao fato em si. Ora são os traumas sofridos; ora os desejos e sonhos; ora os interesses do observador. Entender essa diferença fundamental entre a realidade e sua percepção é indispensável a um juízo correspondente ao fato. O Brasil, neste 2025 no portão de saída, experimentou resultados positivos, a despeito do esforço de alguns por frustra-los. Quando o mau agouro dos pessimistas, marginais e negativistas se frustrou e deu com o costado na barra dos tribunais, as exportações bateram recordes. A resposta do governo ao tarifaço de Trump foi neutralizada, do que resultou a abertura de novos mercados, continentes afora. Milhões de famílias que haviam voltado à condição de miséria no período 2019-2022 romperam a situação de pobreza, nos três últimos anos. Em que pese a confusão proposital entre ocupação e emprego, o mercado de trabalho expandiu-se, proporcionando o aumento real dos ganhos da população. Nada que chegue à justa remuneração do trabalho, mas o suficiente para festejar o quase-pleno emprego. (Ou, para não incidir em desonestidade, a plena ocupação). Isso tudo, quando a taxa de juros é mantida, para evitar perda nos ganhos dos acumuladores de sempre. E, também, sem nenhum recuo dos que trabalham a favor do caos. A síntese disso pode ser a constatação de duas economias, descritas segundo os interesses de cada classe: os que realmente trabalham fazem menor o índice de desalento e acreditam que pode ser ainda melhor. Os que vivem de explorar os primeiros, persistem em fazê-lo, insatisfeita a voracidade que os torna donos do poder. A melhoria das condições de vida, porém, pode ser prevista, mesmo comas mentiras que tentarão desmerece-las. De qualquer forma, pode-se esperar FELIZ ANO NOVO!

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