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RCA Victor ao avesso

31 de dez. de 2025
1 min de leitura

Se não for decretado sigilo à apuração das fontes em que se baseou The Economist, para o editorial do dia 30 de dezembro, logo se conhecerá a pena que o escreveu. Ou os dedos que desabaram sobre o teclado do computador. Ou, ainda, qual o inspirador do contraditório e inconsistente texto. Segundo o periódico britânico, Lula é velho demais, doente demais, com a agravante de ter feito uma cirurgia no cérebro. Além disso, The Economist alega que o carisma do Presidente brasileiro não previne o declínio cognitivo decorrente de sua idade, nem se livra das acusações de corrupção que os adversários lhe têm imputado. A revista reconhece avanços, dando destaque à simplificação do sistema e do processo tributários, embora considere pouco ambiciosa a transferência de renda, com surpreendente e rápido crescimento. Tais políticas parecem mediocres, porque reduzidas ao auxílio aos pobres. A busca de tributar com mais justiça as empresas também é criticada pelo periódico britânico. Essas contradições não escondem o objetivo inicialmente apenas insinuado: o de impedir a reeleição de Lula. Reconhecendo o favoritismo do atual Presidente do Brasil, The Economist considera o zero-um-à-esquerda sem nenhuma capacidade de competir. Aí vem a mensagem que o periódico deseja passar: Tarcísio de Freitas é o candidato ideal e tem alguma probabilidade de superar Lula. O mesmo que a Faria Lima gostaria de ver disputando as próximas eleições presidenciais. Desta vez, parece que a antiga RCA Victor trocará de slogan. A voz do servo, representando o dono.

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