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Se confirmada, a prisão de Nicolas Maduro deve inquietar todo habitante dos países latino-americanos. Por enquanto, a dúvida procede. A violência e a mentira têm-se constituído prática recorrente nos governos de direita. Donald Trump é o símbolo atual dessa forma de tratar dos negócios. Por isso, sempre será posta em dúvida qualquer afirmação ou informação saída da boca do Presidente norte-americano. Ele sabe que para manter o império decadente, jã não basta inventar histórias e criar slogans. Refazer a grandeza dos Estados Unidos da América do Norte implica voltar à época das intervenções armadas e a deposição - quando não o assassínio - de governantes dos países escolhidos. Absolutamente incompetente quanto a qualquer assunto que extrapole o conhecimento das quatro operações fundamentais da Matemática, Trump só conta com o arrimo da força bruta e a traição de estrangeiros a ele servis. Confirmadas a invasão da Venezuela e a captura de Nicolás Maduro, quem garantirá que outros países escaparão à mesma desventura?

 
 
 

O brasileiro que acompanha o noticiário não tem como fugir ao novo dilema. A dúvida resulta do escândalo provocado pela liquidação do Banco Master, razão de verdadeira novela a que a sociedade dá bom índice de audiência. Parece até menor o interesse com o tamanho do golpe - por enquanto, estimados 12 bilhões de reais, comparado com as personagens por algum motivo envolvidas. Pelo menos, duas delas integrantes da cúpula do Poder Judiciário. Não é o mesmo, porém, o grau de envolvimento de uma e outrs dessas personagens/personalidades. Da parte do Ministro Alexandre Moraes, parece já ter sido dada a explicação, provada a legalidade do contrato entre o escritório de advocacia de sua mulher e o banco liquidado pela autoridade monetária, o BCB. Trata-se, portanto, de uma questão ética. Maior que este, todavia, é o grau de comprometimento do Ministro José Antônio Dias Toffoli, relator do processo no STF. A intimidade que o magistrado mantém com defensores judiciais do golpista Edson Vorcaro não é tudo quanto configura a esdrúxula decisão de determinar o sigilo das investigações. A decisão de promover a acareação de dois supostos implicados na fraude, antes mesmo de haver a audiência de qualquer deles, acrescenta gravidade à questão. E - pior para Toffoli - estabelece dúvida a respeito de sua conduta, aparentemente protetora de Vorcaro e sua turma e de outros suspeitos, inclusive membros do Congresso Nacional. Sobre a (in)competência técnica e o escasso conhecimento do Direito, depunha contra o torcedor do Palmeiras sua desaprovação em dois concursos públicos para a carreira jurídica. Agora, a ratificação dessa escassez é acrescida da suspeita de que o ministro também agiu à margem da Lei. Não se sabe, contudo, até quando o dilema incompetência - desonestidade se manterá de pé.

 
 
 

Até o último dia do ano recém-findo, Curro tinha para mim dois significados. O primeiro, dar nome ao matadouro de onde saia a carne bovina (chamava-se-a, então, carne verde. Não sei quem a pintava, nem isso vem ao caso.) posta na mesa dos habitantes de Belém. Mais tarde, o tempo se encarregou da troca de nome, apenas por nova qualificação. Hoje é chamado Curro Velho. O segundo significado vem do nome de um restaurante paulistano, onde se diz que os ricaços, brasileiros e estrangeiros, satisfazem sua voracidade, diante do que de melhor pode haver na variada culinária da cidade. Desde 31 passado, sou apresentado a Luis Curro, jornalista desportivo da Folha de São Paulo. Aficionado do futebol, Luís dá tratos à bola e comenta as inovações que vêm ocupando o Presidente da FIFA, Gianni Infantino. Com a intenção de perpetuar-se no cargo, que se imagina ser um dos mais bem-remunerados do Planeta. É o que diz o admirador do ludopédio (nas palavras dele mesmo), ao criticar a criação do título The Best, em lugar do Bola de Ouro, outorgado no ano passado a Dembelé, do Paris Saint-Germain. Outro alvo de Curro é a concorrência estabelecida entre a conhecida competição Mundial de Clubes e a inventada Copa Intercontinental, há poucos dias perdida pelo Flamengo. O jornalista nascido em Portugal aponta a servilidade do capo da Federação internacional do futebol ao Presidente norte-americano. Muitas de suas criações, sugere Curro, põem na bandeja os acepipes que satisfazem o ego do homem mais belicoso do Planeta. Está dito isso, no original, em Por política e dinheiro, Infantino cria premiação e repagina The Best (FSP, 31-12-2025). Quem nos dera tudo fosse produto de um cérebro apenas pueril!...

 
 
 
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