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Infantilidade na FIFA

Até o último dia do ano recém-findo, Curro tinha para mim dois significados. O primeiro, dar nome ao matadouro de onde saia a carne bovina (chamava-se-a, então, carne verde. Não sei quem a pintava, nem isso vem ao caso.) posta na mesa dos habitantes de Belém. Mais tarde, o tempo se encarregou da troca de nome, apenas por nova qualificação. Hoje é chamado Curro Velho. O segundo significado vem do nome de um restaurante paulistano, onde se diz que os ricaços, brasileiros e estrangeiros, satisfazem sua voracidade, diante do que de melhor pode haver na variada culinária da cidade. Desde 31 passado, sou apresentado a Luis Curro, jornalista desportivo da Folha de São Paulo. Aficionado do futebol, Luís dá tratos à bola e comenta as inovações que vêm ocupando o Presidente da FIFA, Gianni Infantino. Com a intenção de perpetuar-se no cargo, que se imagina ser um dos mais bem-remunerados do Planeta. É o que diz o admirador do ludopédio (nas palavras dele mesmo), ao criticar a criação do título The Best, em lugar do Bola de Ouro, outorgado no ano passado a Dembelé, do Paris Saint-Germain. Outro alvo de Curro é a concorrência estabelecida entre a conhecida competição Mundial de Clubes e a inventada Copa Intercontinental, há poucos dias perdida pelo Flamengo. O jornalista nascido em Portugal aponta a servilidade do capo da Federação internacional do futebol ao Presidente norte-americano. Muitas de suas criações, sugere Curro, põem na bandeja os acepipes que satisfazem o ego do homem mais belicoso do Planeta. Está dito isso, no original, em Por política e dinheiro, Infantino cria premiação e repagina The Best (FSP, 31-12-2025). Quem nos dera tudo fosse produto de um cérebro apenas pueril!...

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