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Atualizado: 7 de jan.


Cedo a palavra a um estrangeiro, compatrício do abrutalhado Presidente dos Estados Unidos da América do Norte. Não são apenas os bons cidadãos de outros países e outros continentes que condenam os crimes praticados por Donald Trump. Em sua pátria também há homens de bem. Leia-se o que encontro no portal R7.

Durante a reunião emergencial do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) após a ofensiva dos Estados Unidos na Venezuela, o economista norte-americano Jeffrey Sachs criticou a postura de Washington e afirmou que o país deve encerrar as ameaças de uso da força contra o regime de Caracas. Sachs é atualmente presidente da Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da ONU e participou do encontro realizado nesta segunda (5) como membro da sociedade civil.

“Os Estados Unidos devem imediatamente desistir e acabar com todas as ameaças explícitas e implícitas para o uso da força na Venezuela. Os Estados Unidos devem terminar a sua quarentena marinha em todas as medidas militares coercitivas tomadas”, pontuou Sachs.

Ele ainda ressaltou que o futuro da convivência global depende de o Conselho preservar a validade da Carta da ONU como referência jurídica.

“A paz e a sobrevivência da humanidade dependem se a Carta das Nações Unidas se mantém como instrumento vivo do direito internacional, ou se ela pode ser tratada como algo irrelevante. Essa é a escolha que o Conselho tem hoje”, afirmou o economista.

 


 
 
 

Meu amigo e filósofo Alfredo Lopes, também editor geral do portal BrasilAmazôniaAgora, editou interessante, oportuno e esclarecedor comentário, intitulado O desvario ilimitado de Trump. A opinião de Alfredo corresponde ao melhor juízo que se possa fazer. Suas palavras refletem o sentimento da maioria dos cidadãos justos e sensatos, contra os quais se dirigem quase todos os atos do atual Presidente dos Estados Unidos da América do Norte. Dentro da ilimitada carência de valores humanísticos e orientado pela escassez de conhecimentos que extrapolem os livros Diário, Caixa e Razão, Trump age segundo lógica que lhe é peculiar. Mas não apenas dele. Outros se orientam pelos mesmos (des)valores, escravos do deus dinheiro e pela frequência e audiência haurida nos templos que cultivam e adoram o capital. Nesse sentido, e segundo esses fundamentos, não há desvario nas decisões do governante do império decadente. Pelo menos duas são as acepções do termo usado pelo lúcido editor do portal BrasilAmazôniaAgora. A diferença entre ambos é quase nenhuma, eis que atribuem a problema mental - e não intelectual e emocional - os desvios de conduta recorrentes na asquerosa pessoa (?) de quem se trata. Para os propósitos de Donald Trump, tanto faz que sejam mortas 40 ou milhões de pessoas. O que faz da terceira guerra mundial apenas mais um objetivo ainda não alcançado. A sociedade internacional deixará que isso aconteça? Esta manifestação, longe de apresentar qualquer reserva ou discordância quanto ao texto de Alfredo Lopes, apenas testemunha quão generoso é o filósofo e editor.



 
 
 

A tolerância ou a leniência, quando exageradas, acabam por produzir males maiores que a omissão criminosa em que se constituem. Tem sido assim, ao longo da História. A título de punir, mesmo ilegalmente, o terrorismo que pôs por terra as torres gêmeas, o governo norte-americano promoveu toda sorte de violência, mundo afora. Mesmo sem mandar seus jovens ao campo de batalhas, sempre achou quem bancasse com o sangue de seus nacionais, os conflitos armados em vários continentes. E saiu matando chefes de estado, aqui e acolá. O pretexto para fazê-lo, ainda que rejeitado pela sociedade mundial e alheio às organizações internacionais, levou à morte ou à destituição de governantes, em vários continentes. Os exemplos mais trágicos da disposição dos governantes norte-americanos, autoconsiderados donos do Ocidente, foram os assassinatos de Sadam Hussein e Muhamar Kadaff. Alguns mais, outros menos dispostos à aventura bélica, pelo menos desde John Kennedy sequer foi atenuada essa disposição maléfica e lesiva aos direitos da humanidade, . Experimentamos, hoje, a pior das consequências do triunfo dos adoradores da Doutrina Monroe, de que o slogan Make America Great Again é a mais perfeita tradução. O ataque à Venezuela e o sequestro do Presidente Nikolás Maduro é apenas mais uma das muitas manifestações do desprezo de Donald Trump pela democracia e pela própria humanidade. O que está em jogo, já sabe toda a sociedade humana, é o controle da maior jazida de petróleo do Planeta. Se os Estados Unidos da América do Norte desejassem ver todo os países governados segundo os padrões democráticos, certamente seria menor a lista das nações com que mantém permanente, vigorosa e promíscua proximidade. No caso da Venezuela, o ataque ao território e povo da república bolivariana há muito foi anunciado. Às vezes, em concomitância com a ameaça e agressões a outros países, como o Canadá, o Panamá, o Brasil, a Noruega, para ficar nos mais ostensivos. Os cúmplices de Donald Trump já se manifestaram. Aplaudiram a ação criminosa que vitimou a Venezuela, como a Argentina e o Equador, sem se verem como candidatos a palco nas próximas temporadas. Brasil, Chile e as demais nações latino-americanas que se precavenham. Por enquanto, a China e a Rússia mostram cautela, mas não é certo que admitam a extensão da mão armada dos Estados Unidos da América do Norte, para agredir países com os quais mantêm produtiva e necessária relação. Talvez até, sua cautela inicial se deva ao fato de que ambas dispõem de armas atômicas. Não pode ficar fora da cogitação de Xi-Jin Ping e Putin a hipótese de que Trump deseja tocar fogo no Mundo. Extingui-lo, se ele mesmo, o empresário que posa de líder político, não for reconhecido como o dono de tudo. A guerra fria, que deteve o ímpeto belicoso de Tio Sam, parece ter cedido lugar a guerra quentíssima, trazendo de volta novo Enola Gay. Com ele, a terrível ameaça de destruir o Planeta. Com seus bilhões de habitantes.

 
 
 
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