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Os riscos a que nos levam os ricos

A tolerância ou a leniência, quando exageradas, acabam por produzir males maiores que a omissão criminosa em que se constituem. Tem sido assim, ao longo da História. A título de punir, mesmo ilegalmente, o terrorismo que pôs por terra as torres gêmeas, o governo norte-americano promoveu toda sorte de violência, mundo afora. Mesmo sem mandar seus jovens ao campo de batalhas, sempre achou quem bancasse com o sangue de seus nacionais, os conflitos armados em vários continentes. E saiu matando chefes de estado, aqui e acolá. O pretexto para fazê-lo, ainda que rejeitado pela sociedade mundial e alheio às organizações internacionais, levou à morte ou à destituição de governantes, em vários continentes. Os exemplos mais trágicos da disposição dos governantes norte-americanos, autoconsiderados donos do Ocidente, foram os assassinatos de Sadam Hussein e Muhamar Kadaff. Alguns mais, outros menos dispostos à aventura bélica, pelo menos desde John Kennedy sequer foi atenuada essa disposição maléfica e lesiva aos direitos da humanidade, . Experimentamos, hoje, a pior das consequências do triunfo dos adoradores da Doutrina Monroe, de que o slogan Make America Great Again é a mais perfeita tradução. O ataque à Venezuela e o sequestro do Presidente Nikolás Maduro é apenas mais uma das muitas manifestações do desprezo de Donald Trump pela democracia e pela própria humanidade. O que está em jogo, já sabe toda a sociedade humana, é o controle da maior jazida de petróleo do Planeta. Se os Estados Unidos da América do Norte desejassem ver todo os países governados segundo os padrões democráticos, certamente seria menor a lista das nações com que mantém permanente, vigorosa e promíscua proximidade. No caso da Venezuela, o ataque ao território e povo da república bolivariana há muito foi anunciado. Às vezes, em concomitância com a ameaça e agressões a outros países, como o Canadá, o Panamá, o Brasil, a Noruega, para ficar nos mais ostensivos. Os cúmplices de Donald Trump já se manifestaram. Aplaudiram a ação criminosa que vitimou a Venezuela, como a Argentina e o Equador, sem se verem como candidatos a palco nas próximas temporadas. Brasil, Chile e as demais nações latino-americanas que se precavenham. Por enquanto, a China e a Rússia mostram cautela, mas não é certo que admitam a extensão da mão armada dos Estados Unidos da América do Norte, para agredir países com os quais mantêm produtiva e necessária relação. Talvez até, sua cautela inicial se deva ao fato de que ambas dispõem de armas atômicas. Não pode ficar fora da cogitação de Xi-Jin Ping e Putin a hipótese de que Trump deseja tocar fogo no Mundo. Extingui-lo, se ele mesmo, o empresário que posa de líder político, não for reconhecido como o dono de tudo. A guerra fria, que deteve o ímpeto belicoso de Tio Sam, parece ter cedido lugar a guerra quentíssima, trazendo de volta novo Enola Gay. Com ele, a terrível ameaça de destruir o Planeta. Com seus bilhões de habitantes.

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