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Discreto, respeitoso, só agora o Ministro Edson Facchin diz a que veio. Não que lhe tenha faltado determinação e inspiração, na base da conduta de um Presidente de um dos poderes da República. O magistrado impôs-se, revelando desde então o entendimento que tem de seus deveres e responsabilidades. Sem alarde, sem exposição demasiada, sem a sedução de notoriedade tão encontradiça em muitos de seus pares. O atual Presidente do Supremo Tribunal Federal, com a serenidade e a austeridade exigiveis, anunciou a criação de um código de ética, que nem mesmo a pressão de outros magistrados e seus associados de fora do Poder conseguiu barrar. Ele e os que temem pela legítima ação inibitória (será?) que o código de ética imporá sabem o que fazem. Quanto a Edson Fachin, o discurso de abertura apenas deu maior clareza às suas convicções e aos propósitos que o animam. Ambos, obedientes a duas máximas que nem todos os seus colegas das diversas instâncias do Judiciário dão sinais de entender. A primeira delas refere-se à necessária reserva de só falar nos autos. A outra edtá diretamente ligada à convicção pessoal do magistrado, sempre orientada pelo que dos autos consta. Para isso existe o devido processo legal, como se tem testemunhado desde a frustração do golpe de janeiro de 2023. A escolha da Ministra Carmen Lúcia, portanto, diz muito mais do que supõem a vã filosofia dos colegas exibicionistas e a maledicência dos que se sabem ameaçados, quando a criminalidade for, efetivamente, combatida

 
 
 

Perderão excelente oportunidade, de ganhos e prestígio, os investidores da zona franca, se desdenharem de circunstâncias que cercam seus negócios. Em nenhum momento o ambiente mostrou-se tão favorável quanto agora. Os números, digam respeito ao País ou se refiram apenas ao Polo Industrial de Manaus- PIM, justificam a euforia perceptível na manifestação das lideranças empresariais. Ainda que resistam no apoio ao bem-sucedido enfrentamento do tarifaço, não podem desmentir os resultados, baseados na ampliação do mercado para os produtos brasileiros, não na rendição aos caprichos e apetites do soba norte-americano. Isso, porém, já é parte do passado. Se os olhos dos interessados que festejam o momento e as perspectivas que se abrem, desejam de fato enraizar e desenvolver a economia da Amazônia, não podem manter o PIM restrito aos poucos setores que lhes asseguram os lucros. Basta que direcionem seu interesse para a bioeconomia, não só pela atração dos consumidores estrangeiros, mas, sobretudo, porque quase toda a matéria-prima pode ser extraída do próprio ambiente físico regional. Sem causar devastação, sem expulsar os habitantes originários, sem poluir o ambiente ou pôr em risco a natureza, tais recursos podem ser extraídos de forma racional. Não só esse, porém, deve ser o compromisso dos investidores. O outro, certa vez tentado, causou a derrota eleitoral do ex-governador José Lindoso. Refiro-me à obrigatoriedade legal de retirar do lucro parte a ser investida em novos negócios na Região. Só isso alterará a realidade em que se baseia um diálogo plausível, ilustrativo da experiência vivida desde 1967. Visitante de Manaus, ao saber um pouco do ambiente econômico local, concluiu: aqui, corre muito dinheiro. Ao que o interlocutor respondeu: sim, corre, e com tanta velocidade, que não para. Sai todinho daqui.

 
 
 

Atualizado: 2 de fev.

Um influenciador iniciou campanha para a recuperação do carro de um acusado de feminicídio. O crime ocorreu em novembro, quando o condutor do veículo arrastou por cerca de um quilômetro, na avenida Marginal Tietê, a mulher que ele queria matar. O influenciador, de nome Stoppa, considera herói o amigo, cujo carro foi avariado. Informa-se ser o autor do crime um ex-esquerdista, hoje defensor das causas que pretendem devolver a sociedade humana à barbárie. Por isso, teria ele participado, em algum trecho, da caminhada sob a liderança do deputado Nikolas Ferreira, em si mesma um atentado à democracia e ao Estado democrático de Direito. Se Stoppa imitou seu líder e repousou em hotéis cinco estrelas, enquanto o rebanho se expunha ao tempo, ainda não se sabe. Sabe-se, porém, que onde há estopa, sempre haverá prego. Pregos foram postos na cruz que recebeu o homem antes coroado com espinhos. Pois muitos dos caminhantes não se envergonham de atos como o praticado pelo feminicida, ao qual ainda conferem a medalha de heroísmo. Tudo, em nome de um deus alimentado pelo ódio, o sentimento de vingança e desprezo por tudo quanto outro, cujo nome é usado em vão, tanto proclamou. Usado, em especial, na prática de crimes. A História é quem o diz.

 
 
 
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