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Para ficar aqui

Perderão excelente oportunidade, de ganhos e prestígio, os investidores da zona franca, se desdenharem de circunstâncias que cercam seus negócios. Em nenhum momento o ambiente mostrou-se tão favorável quanto agora. Os números, digam respeito ao País ou se refiram apenas ao Polo Industrial de Manaus- PIM, justificam a euforia perceptível na manifestação das lideranças empresariais. Ainda que resistam no apoio ao bem-sucedido enfrentamento do tarifaço, não podem desmentir os resultados, baseados na ampliação do mercado para os produtos brasileiros, não na rendição aos caprichos e apetites do soba norte-americano. Isso, porém, já é parte do passado. Se os olhos dos interessados que festejam o momento e as perspectivas que se abrem, desejam de fato enraizar e desenvolver a economia da Amazônia, não podem manter o PIM restrito aos poucos setores que lhes asseguram os lucros. Basta que direcionem seu interesse para a bioeconomia, não só pela atração dos consumidores estrangeiros, mas, sobretudo, porque quase toda a matéria-prima pode ser extraída do próprio ambiente físico regional. Sem causar devastação, sem expulsar os habitantes originários, sem poluir o ambiente ou pôr em risco a natureza, tais recursos podem ser extraídos de forma racional. Não só esse, porém, deve ser o compromisso dos investidores. O outro, certa vez tentado, causou a derrota eleitoral do ex-governador José Lindoso. Refiro-me à obrigatoriedade legal de retirar do lucro parte a ser investida em novos negócios na Região. Só isso alterará a realidade em que se baseia um diálogo plausível, ilustrativo da experiência vivida desde 1967. Visitante de Manaus, ao saber um pouco do ambiente econômico local, concluiu: aqui, corre muito dinheiro. Ao que o interlocutor respondeu: sim, corre, e com tanta velocidade, que não para. Sai todinho daqui.

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