Fachin corta certo
- Professor Seráfico

- há 21 horas
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Discreto, respeitoso, só agora o Ministro Edson Facchin diz a que veio. Não que lhe tenha faltado determinação e inspiração, na base da conduta de um Presidente de um dos poderes da República. O magistrado impôs-se, revelando desde então o entendimento que tem de seus deveres e responsabilidades. Sem alarde, sem exposição demasiada, sem a sedução de notoriedade tão encontradiça em muitos de seus pares. O atual Presidente do Supremo Tribunal Federal, com a serenidade e a austeridade exigiveis, anunciou a criação de um código de ética, que nem mesmo a pressão de outros magistrados e seus associados de fora do Poder conseguiu barrar. Ele e os que temem pela legítima ação inibitória (será?) que o código de ética imporá sabem o que fazem. Quanto a Edson Fachin, o discurso de abertura apenas deu maior clareza às suas convicções e aos propósitos que o animam. Ambos, obedientes a duas máximas que nem todos os seus colegas das diversas instâncias do Judiciário dão sinais de entender. A primeira delas refere-se à necessária reserva de só falar nos autos. A outra edtá diretamente ligada à convicção pessoal do magistrado, sempre orientada pelo que dos autos consta. Para isso existe o devido processo legal, como se tem testemunhado desde a frustração do golpe de janeiro de 2023. A escolha da Ministra Carmen Lúcia, portanto, diz muito mais do que supõem a vã filosofia dos colegas exibicionistas e a maledicência dos que se sabem ameaçados, quando a criminalidade for, efetivamente, combatida

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