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Finalmente, os democratas voltaram às ruas. As bandeiras dos Estados Unidos da América do Norte e de Israel foram substituídas. Agora, é o pavilhão nacional do Brasil que une os brasileiros dignos, mobilizados e movidos pela defesa do Estado Democrático de Direito. Se os terroristas pretendiam matar Lula, Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes, restaurando a ditadura, esses propósitos frustraram-se. Para isso serviu a abundância de provas produzidas pelos terroristas de qualquer escalão, no 08 de janeiro de 2023. Acrescente-se a todo o amplo e longo menu de crimes cometidos de outubro de 2022 a janeiro de 2023, de que o devido processo legal deu conta, o primeiro resultado positivo. Refiro-me à pretensão de levar o golpe frustrado a gerar, em seu miasma, consequências tão danosas à democracia e à maioria do povo brasileiro. A tentativa de conceder benefícios inadmissíveis aos condenados pelos crimes contra o Estado Democrático de Direito e oferecer às bancadas de delinquentes a proteção que a PEC da Bandidagem consagraria, provocou a volta dos democratas às ruas e praças, Brasil a dentro. Essa a vitória inicial a ser apontada. Outras virão, se mantida a mobilização dos segmentos populares, de modo a oferecer resistência às maquinações e tramas tão ao gosto das direitas hostis aos interesses e à dignidade nacionais. Só isso completará uma nova fase na história do Brasil.



 
 
 

Deu-se agora para clamar pela paz dos brasileiros, porque o mais belicoso deles viu frustrada sua intenção de matar os 30.000 seres humanos que o golpe militar de 1964 não conseguiu. Nem a manifestação das urnas em 2022 autorizou. Abundantes, as provas reveladas por um devido processo legal não deixam dúvida alguma. Tem sido dos que só agora sabem o que são direitos humanos, o maior clamor. Como se todos os demais brasileiros nunca tivessem sua casa invadida pelas cenas de televisão reiteradamente produzidas pelos próprios reclamantes. Nenhum deles se lembra mais de crianças postas no colo do líder da organização criminosa (título concedido pelo Poder Judiciário), sendo-lhes ensinada como usar armas de fogo. Foram oportunamente apagadas da memória dos chorosos de hoje as proclamações e zombarias características da forma de tratamento dado pelo condenado às vítimas da covid-19. Também não lhes parece mais que o delírio dos cidadãos afastados de seus interesses, perversidade e autoritarismo, a repetida louvação da tortura e a reverência aos criminosos que a praticaram. Ora, quem proclamou interesse por pacificar o ambiente político e social do Brasil foi o vencedor as eleições de 2022. No discurso de posse, o atual Presidente da República disse alto e bom som que se dedicaria a promover a união da sociedade e a recuperação da economia. Esse aceno, no entanto, teve como resposta dos hoje praticantes do mimimi, a tentativa de matar Lula, seu vice-Presidente Geraldo Alckmin e o Ministro do STF, Alexandre de Moraes. Nem se precisa lembrar dos assassinatos de várias pessoas ligadas às esquerdas, sendo duas delas uma vereadora da cidade do Rio de Janeiro e seu assessor. Quanto mais próximo fica o momento de recolher às penitenciárias os condenados pela Justiça brasileira, mais aumenta o clamor desses pacifistas tão falsos como falsos cristãos (pois assim se intitulam), na esperança de que lhes seja concedida a piedade que não tiveram a menor intenção de pôr em prática. Alguns deles, em nenhum momento de suas improdutivas e nocivas existências. Zombaram dos infectados pela covid-19, tripudiaram sobre seus cadáveres (cerca de 200.000 dos quais produzidos pela perversidade que ostentam), tentaram desmoralizar as instituições republicanas e democráticas, curvaram-se e se aliaram aos apetites de lideranças estrangeiras e causaram dificuldades à economia em recuperação.  Agora, com a assessoria do maior beneficiário do golpe que tirou o mandato de Dilma Roussef, reivindicam pacificação a que sempre deram as costas. Embora os covardes antes capazes das piores bravatas não sejam tratados como sempre trataram os que consideram inimigos, a eles não pode ser oferecido qualquer prêmio. Nem é isso o que a esquerda brasileira e as pessoas de bem desejam. Basta que sejam mantidas as penas aplicadas por quem, segundo a Constituição, pode e deve fazê-lo. Só assim será alcançada a paz que os terroristas de 08 de janeiro de 2023 pedem, ainda que absolutamente oposta à sua vocação e propósito. É isso o que a História nos diz.

 

 
 
 

Se a ditadura é um mal a ser permanentemente combatido, a anomia não é mal menor. Como os autoritários sentem desconforto, quando os valores democráticos parecem fortalecer-se, eles preferem a única alternativa que aparenta trazer-lhes os benefícios e privilégios pretendidos. No caso da busca de anistia para os criminosos que a mais alta corte de Justiça condenou, tornar letra morta a ação dos poderes constituídos surge como a tábua de salvação. A insubmissão ao resultado do julgamento dos terroristas de todo nível representa, não menos, nova agressão ao Estado Democrático de Direito. À invasão das tarefas que qualquer República defere ao Poder Judiciário, agora acrescentam-se outros crimes, embora não faltem ações a que a Polícia Federal, o Ministério Público e o Poder Judiciário devem prestar serviços. As ameaças do Presidente do PL, o notório Valdemar Costa Neto, contra o Presidente do Senado, ofende menos o senador Alcolumbre que o Senado Federal. É, também, inspirado pelo mesmo interesse do sequestrador comum, uma chantagem como todas as demais. Se, em si mesmas, as ameaças merecem as investigações seguidas de suas consequências legais, fazê-las com criminosa obstrução do funcionamento regular daquela Casa legislativa é erro de gravidade ainda maior. Nada pode ser analisado adequadamente, se for perdido de vista o objetivo comum aos que apostam todas as suas fichas na derrubada do atual governo. Como o golpe tentado até 08 de janeiro de 2023 foi frustrado pela ação do Poder Judiciário, os delinquentes já apenados atraem e juntam-se aos que ainda estão por enfrentar a barra dos tribunais. Promover e provocar o conflito interinstitucional, como vem ocorrendo, ofende a República e desafia, além dos poderes republicanos e o Estado Democrático de Direito, a vontade da maioria dos brasileiros. A mesma que, elegendo Lula, agora se manifesta majoritariamente contra a anistia. É chegada a hora de restabelecer certos conceitos e valores, para repor o patriotismo e o respeito às instituições. Dizer sonoríssimo NÃO aos que usam a bandeira de outra nação, depois de atribuírem as cores do pavilhão nacional à operação golpista que assassinaria três agentes públicos é o mínimo que os homens dignos deste país têm a fazer. A gravidade do momento reduz à expressão mais simples o dilema a enfrentar: democracia ou ditadura? Essa a encruzilhada que nos convoca. Ulstra ou Alexandre de Moraes? Tortura e assassinato ou devido processo legal? São outras das muitas expressões que traduzem nosso momento. A PEC da Bandidagem é peça dessa trama ignóbil. Isso também não pode ser esquecido.

 
 
 
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