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ABRAS FAZ 38 ANOS


On-line, como recomendam a distância entre os participantes e os custos para superá-la, os integrantes do Núcleo de Estudos de Administração e Pensamento Social Brasileiro- ABRAS, reúnem-se às 17:00 de hoje. Vinculado à Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Universidade Federal Fluminense-UFF, o núcleo é integrado por professores, mestrandos, doutorandos e pesquisadores de diversas instituições de ensino superior. Dentre as iniciativas do ABRAS, a outorga do título de Intérprete do Brasil, atribuído a personalidades destacadas do mundo acadêmico e artístico, em algum momento (muitos, por toda sua vida) empenhadas em estudar e compreender a realidade em que vivemos. Também é anual a atribuição do título de Pesquisador Emérito àqueles profissionais que contribuem para o mesmo objetivo e tentam resgatar a importância do trabalho coletivo, aquele que justifica o surgimento, o funcionamento e a manutenção das organizações. Estas, tidas como o campo em que atuam grupos de pessoas, objetivando alcançar resultados transformadores da realidade. Seja pela superação dos problemas e dificuldades enfrentados no dia-a-dia das organizações – públicas, privadas e da sociedade civil, em todos os setores -, seja pela pesquisa e a interpretação das organizações em seus mais diversos aspectos. Só isso – não houvesse mais a justificá-lo, bastaria para reconhecer no Núcleo o esforço por superar as práticas insuficientes na administração, fazendo-a reinserir-se no campo das preocupações e do conhecimento humanos. Uma espécie de empenho na reiteração da Administração, como campo de estudos e ações, parte das que chamamos Ciências Humanas, não exatas, como o são a Matemática, a Física e a Estatística. Nem biológica, como a Química, a Medicina e tantos outros caminhos da Ciência. Darcy Ribeiro, Celso Furtado e outros estudiosos receberam o título de intérpretes, como o têm sido alguns artistas que põem sua sensibilidade a serviço da compreensão e expressão da realidade brasileira. Assim, Pixinguinha e Vinícius de Moraes também são considerados Intérpretes do Brasil, dentre tantos outros igualmente distinguidos compatrícios. Este ano, o colegiado escolheu o geógrafo Mílton Santos cuja vida foi marcada pelo estudo da terra e do homem brasileiros. Vários capítulos do ABRAS funcionam no País, constando dos objetivos da atual coordenação (Professores Paulo Emílio Matos Martins-UFF e Gustavo Costa, vice-coordenador-UEMA) a instalação, sob o abrigo das universidades públicas, de capítulo devotado à meritória proposta que o ABRAS encerra. Na reunião de hoje, será dado o passo inicial da programação destinada a reverenciar o trabalho do geógrafo baiano e deixar marcada na memória da sociedade brasileira a excelência de seu trabalho.

José Seráfico

Decano dos pesquisadores e coordenador do capítulo Amazônia, Manaus-AM.

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