De pé quebrado
- Professor Seráfico

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Nada poético, muito menos programático, o lançamento do ortopedista Ronaldo Caiado à Presidência da República não fugiu ao ideário da direita. Por enquanto divergente do representante do condenado em desfrute de prisão domiciliar, o ex-governador de Goiás usou do mesmo discurso do boneco de ventríloquo. Daí, nada terá acrescentado ao vazio que caracterizou o discurso de lançamento do zero-hum-à-esquerda. Oferecendo-se como alternativa entre os dois mais citados postulantes ao cargo, mas fiel à cartilha que orienta o candidato atado à tornozeleira eletrônica do ventriloquo, Caiado não consegue esconder sua indiferença aos problemas reais do povo brasileiro. Sua bravata, pronunciada em discurso oco e desorganizado, deixou patente que também ele não apresenta um projeto de nação, como a maioria dos candidatos. Nesse particular aspecto, não é exagero dizer do quanto carece o País de políticos que sejam capazes de formular, de forma sistemática, o que se poderia chamar projeto nacional. Ele mesmo, um dos líderes da bancada do boi, Ronaldo Caiado, de quem se diz ortopedista bem-sucedido, precisa antes de tudo aprender que bisturis e perfuradora usadas em salas de cururgia, não bastam para colocar o Brasil em firme caminhada.

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