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Os Estados Unidos da América do Norte abastecem de armas todas as nações, daí auferindo lucros extraordinários. Sua Constituição consagra o porte (em consequência, o uso) de arma, como direito inalienável de todo cidadão. Também é na terra de Tio Sam que se encontra o mercado consumidor por excelência das drogas produzidas em outros países, seja lá o continente em que se encontrem os produtores. É frequente o uso de armas, naquele país. A tal ponto, que parece tolerável saber da ação de serial killers, lá criados, matadores que começam a aparecer com maior frequência no noticiário de países em todos os continentes. As armas produzidas onde Donald Trump é o líder, matam também habitantes de lugares remotos. Sem contar aqueles que portam suas armas matando inimigos em guerras inspiradas, criadas e postas em execução, segundo os interesses dos Estados Unidos da América do Norte. Deu lucro, isso é o que interessa.

Também partiu dos Estados Unidos da Europa o avião que despejou sua carga atômica sobre as populações de Nagasaki e Hiroshima. Estimadas 250.000 pessoas foram mortas, nos primeiros 30 minutos após o despejo trágico. Pioneiros na ação, os norte-americanos têm sido estimulados a repetir a desumana façanha. Não o fizeram, ainda, porque parece faltar muito, até que seja real a possiblidade de criar e desenvolver colônias espaciais onde se possam abrigar os sobreviventes biliardários da próxima hecatombe.

Da boca do presidente dos Estados Unidos da América do Norte têm saído, dia sim, dia também, ameaças dirigidas aos países e líderes potencialmente aptos a contestar-lhe os apetites e a voracidade com que ele se entrega às políticas por ele resumidas no MAGA – fazer a Grande América novamente. Grande na economia, na pobreza e na eliminação de culturas, países e seres humanos, também.

Se a hora sugere medo e traição, ela também permite conjeturar sobre outras possibilidades. Uma delas está na união de todos os povos constrangidos pela brutalidade do governo Trump, fazendo da esperança o grande fator de mobilização popular. Num certo sentido, o BRICS pode funcionar como porta-bandeira estimuladora, inclusive, da aproximação em âmbito continental dos países mantidos pela pretensa metrópole em permanente constrangimento e sob ameaças de todo teor. Uma internacional da PAZ, cuja primeira reivindicação recairia sobre o desarmamento de TODAS as nações. Enquanto os arsenais atômicos existentes não forem erradicados, mandam a prudência, a justiça – enfim, a humanidade, que seja admitida a qualquer outra nação a criação e manutenção de armas de igual letalidade. No mínimo, para possibilitar a defesa contra os ataques da mais belicosa de quantas sociedades se tem conhecido. A luta, em caráter intercontinental, deve começar pela aproximação entre países e a formação de grupos internacionais em todos os continentes, como forma adequada à reconstrução da humanidade que se vem perdendo, como produto da desigualdade imposta e as restrições ao legítimo e digno exercício do livre arbítrio das pessoas, e da autodeterminação dos povos. A infelicidade não é coisa que algum ser humano escolhe para si mesmo. Nem a opressão é desejada, a não ser pelos despidos das condições que tornam o animal criado pela natureza, um ser a que chamamos humano. Sem o respectivo merecimento.

 

 

 
 
 

Oportunista e elitista é o mínimo que se tem dito de Luciano Huck. O portal Terra, no entanto, minimiza as preconceituosas declarações do apresentador e - pior que tudo - atribui antissemitismo aos que o criticam. O comentarista (anônimo, diga-se) do portal sequer mostra as mentiras (só por extrema leniência as chamaríamos ignorância) sobre as quais repousam os conceitos emitidos por Huck, em relação ao Bolsa Família. Auditado por entidades internacionais respeitadas, esse programa tem dado oportunidade à ainda frágil probabilidade de ascensão social aos excluídos brasileiros. Que não são poucos, nem dispõem de avião adquirido com recursos do BNDES. É fácil posar de isentão, se isso pode pavimentar o caminho do poder. De experiências semelhantes os brasileiros já estamos fartos.

 
 
 

Os calouros de Direito sabem distinguir entre as duas palavras postas acima. A primeira constitui ofensa à liberdade das pessoas, e corresponde a uma ação injusta contra alguém que nos incomoda. É usual nos sistemas autoritários de governo, daí a preferência que toda ditadura lhe dá. Quando estamos em um Estado Democrático de Direito, é legítimo, por isso exigível, utilizar a outra - a persecução. Esse é termo que tem a ver com a Democracia, terreno infértil para os autoritários. Na verdade, sendo um conjunto de procedimentos legais, tem dentre suas consequências a prevenção de ofensas ao ordenamento jurídico, a submissão dos ofensores ao devido processo legal e, afinal, a absolvição ou a aplicação de pena ao condenado por sentença irrecorrível. Trata-se, portanto, de algo absolutamente incômodo aos golpistas, sejam os que cometem crimes contra o patrimônio público, sejam os agentes de crimes contra a democracia. A persecução, nestes casos, corresponde ao exercício legítimo do poder do estado, nos âmbitos policial e judiciário. O perseguido político, ao invés de criminoso, é vítima de crime praticado pelo próprio estado. O outro, porque afanou dinheiro do Erário, mandou matar - por queima de arquivo ou pandemia - ou tentou enxovalhar a decisão soberana do eleitor, sempre há de ser o alvo da legítima persecução legal. Se escapar a ela, certamente estaremos diante do descumprimento de funções próprias das repúblicas e fundamentais à democracia. E o próprio agente do estado passará a merecer igual tratamento. Pelo andar da carruagem, mais vagas nos presídios brasileiros precisam ser criadas. Eu preferiria reivindicar mais livros e mais escolas. A realidade me desmente, quando mostra muitos ilustrados analfabetos. Sem livros e sem democracia, abundarão as casas da morte e será fechada, até à última, toda livraria

 
 
 
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