O caminho da Paz
- Professor Seráfico

- 1 de jun.
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Os Estados Unidos da América do Norte abastecem de armas todas as nações, daí auferindo lucros extraordinários. Sua Constituição consagra o porte (em consequência, o uso) de arma, como direito inalienável de todo cidadão. Também é na terra de Tio Sam que se encontra o mercado consumidor por excelência das drogas produzidas em outros países, seja lá o continente em que se encontrem os produtores. É frequente o uso de armas, naquele país. A tal ponto, que parece tolerável saber da ação de serial killers, lá criados, matadores que começam a aparecer com maior frequência no noticiário de países em todos os continentes. As armas produzidas onde Donald Trump é o líder, matam também habitantes de lugares remotos. Sem contar aqueles que portam suas armas matando inimigos em guerras inspiradas, criadas e postas em execução, segundo os interesses dos Estados Unidos da América do Norte. Deu lucro, isso é o que interessa.
Também partiu dos Estados Unidos da Europa o avião que despejou sua carga atômica sobre as populações de Nagasaki e Hiroshima. Estimadas 250.000 pessoas foram mortas, nos primeiros 30 minutos após o despejo trágico. Pioneiros na ação, os norte-americanos têm sido estimulados a repetir a desumana façanha. Não o fizeram, ainda, porque parece faltar muito, até que seja real a possiblidade de criar e desenvolver colônias espaciais onde se possam abrigar os sobreviventes biliardários da próxima hecatombe.
Da boca do presidente dos Estados Unidos da América do Norte têm saído, dia sim, dia também, ameaças dirigidas aos países e líderes potencialmente aptos a contestar-lhe os apetites e a voracidade com que ele se entrega às políticas por ele resumidas no MAGA – fazer a Grande América novamente. Grande na economia, na pobreza e na eliminação de culturas, países e seres humanos, também.
Se a hora sugere medo e traição, ela também permite conjeturar sobre outras possibilidades. Uma delas está na união de todos os povos constrangidos pela brutalidade do governo Trump, fazendo da esperança o grande fator de mobilização popular. Num certo sentido, o BRICS pode funcionar como porta-bandeira estimuladora, inclusive, da aproximação em âmbito continental dos países mantidos pela pretensa metrópole em permanente constrangimento e sob ameaças de todo teor. Uma internacional da PAZ, cuja primeira reivindicação recairia sobre o desarmamento de TODAS as nações. Enquanto os arsenais atômicos existentes não forem erradicados, mandam a prudência, a justiça – enfim, a humanidade, que seja admitida a qualquer outra nação a criação e manutenção de armas de igual letalidade. No mínimo, para possibilitar a defesa contra os ataques da mais belicosa de quantas sociedades se tem conhecido. A luta, em caráter intercontinental, deve começar pela aproximação entre países e a formação de grupos internacionais em todos os continentes, como forma adequada à reconstrução da humanidade que se vem perdendo, como produto da desigualdade imposta e as restrições ao legítimo e digno exercício do livre arbítrio das pessoas, e da autodeterminação dos povos. A infelicidade não é coisa que algum ser humano escolhe para si mesmo. Nem a opressão é desejada, a não ser pelos despidos das condições que tornam o animal criado pela natureza, um ser a que chamamos humano. Sem o respectivo merecimento.

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