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A Andréa Gonçalves, jornalista goiana criadora de conteúdo, devemos o desmascaramento do grupo de golpistas que foram aos Estados Unidos da América, buscar o apoio para a obsessão golpista que os anima. Composto por gente envolvida em ilícitos da mais variada natureza, o grupo conseguiu organizar uma audiência que acabou por expor o mau caráter e a vocação criminosa responsável por seus delitos. Estavam na malograda sessão o cassado Deltan Dalagnoll, o ex-preso por crime de peculato Paulo Figueiredo, os investigados Allan dos Santos, Felipe Barros, Nicolas Ferreira, Bia Kiss, Eduardo Girão, Gustavo Geyer e o ex-deputado zero-três-à-esquerda. Os comentários da deputada republicana Susan Wildes puseram a nu as torpes insinuações e deslavadas mentiras do grupo, que sofreu uma das maiores humilhações que algum cidadão comum possa ter sofrido em algum país do Ocidente. É possível que a criminosa maledicência daqueles membros da escória política brasileira apostou na ignorância dos representantes norte-americanos. O que só faz aumentar a suspeita de que nenhum deles ostenta grau de inteligência ou discernimento à altura do desempenho da mais humilde e subordinada posição pública de um vilarejo, sequer. Se a live em que a jornalista goiana se manifesta for assistida por maior número de brasileiros, é quase certo que fenecerá de vez qualquer probabilidade de alguns deles serem novamente votados. Será superada a ignorância que favorece os mal-intencionados, por enquanto beneficiários das mentiras por eles mesmos criadas e divulgadas, para enganar os eleitores e vestir neles mesmos a capa de cordeiros e bons cidadãos.

 
 
 

A seleção espanhola de futebol deu uma aula que ganhou dimensões inimagináveis, até antes de iniciada a primeira das duas disputas da fase semi-final da Copa do Mundo. Há, além da demonstração da força e da sabedoria como se comporta a equipe espanhola sobre a grama, aspecto simbólico que não pode passar ao largo das observações. Faz exatos 247 anos, no mesmo dia, a prisão da Bastilha caía e, com ela, a monarquia francesa. O dia de ontem, portanto, justificaria os festejos e rememorações usuais. É difícil imaginar ou admitir, no entanto, que os franceses tenham podido esconder a frustração pelo desempenho dos seus atletas, diante dos espanhóis. Com o que, o champanhe terá escorrido menos nas flûtes preparadas para o tim-tim duplamente comemorativo. O desempenho de Mbappé, Dembele e, o incluído nessa constelação mais recentemente, Olsie, não deram conta do recado. Cocurella e Oyarzabal, mais até             que Lamine Yamal, aguaram o champanhe de Deschamps, como terão decepcionado os idólatras dos craques de sua seleção. A propósito do atacante espanhol, a dizer apenas que a vitória de seu time deve merecer dele as atenções que a maioria dos seus colegas que chegam ao estrelato prefere ignorar. O futebol, esporte coletivo por excelência, só fugazmente pode dar-se o luxo de depender de uma só estrela. Isso vinha acontecendo com Mbappé, um dos maiores e mais habilidosos futebolistas do nosso tempo. Mas pode tornar-se apenas um número, quando seu brilho impede o brilho dos demais atletas de sua mesma equipe. Não li, nem ouvi, em momento algum, algo que mostrasse e comparasse o desempenho mais recente da seleção espanhola com a francesa. Sei, porém, que quase 40 partidas disputadas contra a seleção da Espanha deram resultado positivo para os representantes da pátria de Miguel de Cervantes. E o goleiro da fúria não vai buscar a bola no fundo da rede há mais de 6 partidas inteiras. O que eu queria dizer, mesmo, é que se brilha uma só estrela, pode-se ter um belo espetáculo – solo. O futebol, ainda que enriqueça muita gente, é pobre de sentimentos e, também, de resultados. Basta que se perca o sentido do coletivo, o que quer dizer, também, percepção do social, resta apenas lamentar. E aprender, para os que gostam de fazê-lo. Para alguns, isso parecerá ofensivo. A Bastilha – quem diria – caiu sobre o gramado de um estádio de futebol.

 
 
 

Até ao mais experiente advogado parecerá esdrúxulo o tratamento dispensado a certos condenados em pleno cumprimento da pena. À grande maioria da exagerada população prisioneira, é negado o espaço necessário à acomodação em condições humanas. Frequentemente, outros cuidados aos que se encontram pagando pena sob a custódia do Estado, também são negados. Há, porém, dentro das prisões, quem continue a controlar a trajetória delinquente das organizações sob sua liderança. Dizem-no os chefes do tráfico de drogas, para ficar nesse só exemplo. Razões humanitárias, porém, são levadas em conta e determinam a manutenção do condenado fora do estabelecimento prisional. Mesmo quando o condenado apresenta currículo dos mais sujos, acrescido de sua influência e poder nos piores momentos da vida de seus compatrícios. Como a morte de 700.000 infectados por um vírus mortal registra. Admitir que o condenado preso, além de mantido em situação diferente da dos demais delinquentes apenados, pode praticar todos os atos reservados aos cidadãos de bem, agride não apenas os presidiários pobres. Em sua maioria, pretos. Agride toda a população e é uma ofensa inaceitável em um país que se quer empenhado em alcançar um sistema político em que a Lei se imponha a todos. A fragilidade da saúde de qualquer condenado não justifica a ampliação dos direitos de que gozam aqueles cidadãos isentos de qualquer ação danosa à sociedade. Sem esses cuidados, o Poder Judiciário acaba por validar a atuação dos Marcolas e Fernandinhos Beira-Mar, além de outros chefes da variada espécie de organizações criminosas que abarrotam os presídios brasileiros. A prisão domiciliar, assim, pode ser entendida em sua faceta desumana: mostrar que há bandidos privilegiados, mesmo em minoria.


 
 
 
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