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Todos reconhecemos o excessivo número de presidiarios. As penitenciárias brasileiras não bastam para acolher os acusados de práticas criminosas, desde o furto de uma barra de cereais, até os crimes em que se especializaram as diversas organizações criminosas. Antes restritas a umas poucas quadrilhas (aproveitemos o período das festas juninas) e vinculadas ao comércio das drogas, essas organizações se multiplicaram e ampliaram o elenco de crimes por elas praticados. Já não são apenas o PCC, a Famllília do Norte e o Comando Vermelho os exclusivos integrantes desse abjeto rol. A mais divulgada dessas quadrilhas, hoje, é a Turma, uma espécie de guarda pretoriana privada de Daniel Vorcaro e seus convivas. Há, também, famiglie geradas às proximidades do poder, circunstância que torna seus líderes beneficiários de concessões de que a prisão domiciliar é o mais ostensivo exemplo. Vale, por oportuno, lembrar que grande parte dos presidiários sequer foi julgada, não havendo, portanto, sentença cabal e definitiva, percorrido o devido processo legal. O que leva à indesejável e perversa conclusão de que há duas categorias de cidadãos, neste país tão desigual. Quanto maior o patrimônio do criminoso, quanto maior sua proximidade com o poder, maiores as regalias de que goza, seja lá qual for a gravidade dos atos ilícitos a que se dedica. Uma sugestão ao poder Judiciário, como colaboração à anunciada e pretendida erradicação dos vícios escondidos em muitas das togas envergadas: promover mutirões que levem à redução da atual população encarcerada, em especial os que surrupiaram uma barra de cereais ou bens de valor aproximado e os que, sem sentença prolatada, mofam nos presídios. Em seu lugar seriam postos os ladrões engravatados, não tão pouco numerosos. Não se descarte a hipótese de, posta em liberdade grande parte dos presos, talvez fosse necessário, não obstante construir mais prisões. De máxima maximorum segurança.

 
 
 

Jaques Wagner foi alcançado pela conduta correta da Polícia Federal. Não se pense porém, que ele é o único político do PT envolvido em escândalos. A diferença está na forma como a PF atua. O líder do governo prestaria bom serviço ao PT , a Lula e ao País, se pedisse para sair do posto.

 
 
 

O desequilíbrio mental tem servido à impunidade de muitos delinquentes, não é de hoje. Difícil porém, admitir termos sido um dia sujeitos aos humores de um individuo que, instalado no Palácio do Planalto, ocupava o principal gabinete. De sua mente doentia, só os mais doentes duvidam. Da podridão nela encontrada, dá contas o extenso rol de crimes por ela imaginado.

 
 
 
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