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Produzida em metal (qual?), esta imagem nos remete ao balé, com o cavaleiro da Mancha fazendo de sua lança e seu escudo os instrumentos do espetáculo. As linhas delgadas e a aparência diferente - ou indiferente a tudo quanto não seja o próprio movimento do bailarino - dão a pose que ele ostenta. Também se pode imaginar (para isso servem imagens, que a cabeça dos espectadores sempre haverá de transformar) que Dom Quixote lança seu olhar para o infinito, lá onde mora a utopia. A animar a vida da Humanidade.

 
 
 

Confeccionada em metal (?), a figura de Dom Quixote é presa ao vidro e se apoia por um pequeno gancho, também metálico. A evocação de uma das figuras mais expressivas do folclore brasileiro, o Saci, de imediato surge à memória. O motivo é a inusitada amputação de uma das pernas do cavaleiro manchego, dando o toque original à peça. Mesmo sem que o tenaz perseguidor da Justiça e do Amor largue seu escudo. Só terá faltado seu fiel acompanhante, Sancho Pança. O mito Alfonso Quijano, de Cervantes, não tem pés de barro. Nem suas versões, sejam do material que forem, têm pé quebrado. Só pura poesia.


 
 
 

Peça confeccionada com fragmentos de cerâmica, pintados totalmente à mão, como registrado na etiqueta que a acompanha, não medindo - a etiqueta - mais que 3 cm X 4 cm. Nela, em quatro línguas espanhol, inglês, francês e alemão , a informação sobre a pintura e outra, sobre o design, espanhol. Adquirida em Barcelona, em setembro de 2015. A peça tem a altura de 17cm.

 
 
 
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