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Já se sabia que os propósitos malignos dos derrotados na eleição de outubro tinham o objetivo de destruir tudo quanto representasse a civilização. Na cabeça dos brutos não cabem a Ciência, o conhecimento e a cultura, como de suas mãos não se esperem obras de que a sociedade humana possa orgulhar-se. A demonstração cabal da ignorância e da brutalidade de que os brasileiros foram alvo, na tarde de ontem, não deixa qualquer dúvida. Reforça, no entanto, o denunciado processo de destruição desenvolvido de 2019 até o último dia 31 de dezembro de 2023. Hoje, constata-se o estado de terra arrasada a que o País chegou, como o relatório da Comissão de Transição havia identificado. Os atos terroristas de ontem apenas ratificaram o diagnóstico, agravando sua configuracão. Semana passada, vídeo que se supõe fictício, punha na imagem do general Augusto Heleno ameaças estranhamente coincidentes com os atos criminosos da tarde de ontem, em Brasília. O ataque às sedes dos poderes republicanos, planejados, insinuados e afinal praticados ontem, é grave sob qualquer aspecto em que se o análise. Do ponto de vista jurídico, não passou de crime exigente da investigacão e atribuição de responsabilidades, e submissão ao devido processo legal. Politicamente, mostra quão ameaçada está a claudicante democracia brasileira, desde outubro, quando eleição tentada fraudar pelo derrotado proporcionou a desejável rotatividade do poder. Moralmente, põe em maus lençóis as organizações de segurança, civis ou militares. Investigações sèrias e profundas hão de avaliar o grau de envolvimento e responsabidade de seus respectivos chefes. Por enquanto, a imagem desfavorável em relação a essas organizações nào se altera.

 
 
 

Ainda não concluído, o censo do IBGE estima a população de alguns municípios do Amazonas em valores diferentes dos registrados anteriormente. Em alguns deles (13), a estimativa é maior. Os 49 restante apresentam populações menores. Parintins, pelos números agora colhidos, teria perdido cerca de 20.000 habitantes. Como isso afeta a participação do Município na partilha dos recursos do FPM, a Prefeitura local já providencia ação judicial, na tentativa de impedir o corte de cerca de 600 mil reais nas verbas transferidas mensalmente pelo governo federal. É possível que outros Municípios também judicializem a questão, pela mesma razão. Manaus (que perdeu cerca de 200 mil habitantes), Coari (15 mil), Itacoatiara (14 mil), Maués (5 mil) estão entre os mais contraditórios resultados. Dentre os municípios mais povoados, a estimativa do IBGE mostra crescimento em Tefé, Manacapurue Iranduba. Nos outros, a diferença não é tão grande. O censo deveria ser realizado em 2020, mas o governo federal adiou sua realização. As autoridades alegaram falta de dinheiro, embora negociassem a compra de vacinas por preço superfaturado. A CPI do Congresso o revelou.

 
 
 

Vergonhoso é pouco, para caracterizar o relato feito pelo Secretário interino de Segurança do DF ao governador Ibaneis Rocha. Eram 12:00 do último domingo e o auxiliar do governador pintou quase um quadro de Monet, para tranquilizar o chefe. Pouco tempo depois, começou o quebra-quebra que transformou as sedes dos poderes republicanos em montes de escombros. Tais imagens, por repetidamente projetadas, deram conhecimento à população do mais agressivo atentado contra a democracia, nesta nação aliviada faz poucos dias pela fuga do ex-Presidente da República. O mais importante no relato diz respeito ao cortejo quase triunfal que levou os terroristas da estação rodoviária à praça dos Três Poderes. O delegado que o fez empenhou-se em destacar a amenidade do passeio,

com o acompanhamento de força policial durante todo o trajeto, além do clima pacífico que caracterizou a caminhada. O resultado foi o que se viu.

 
 
 
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