top of page

Editorial do Estadão critica o encontro dos Presidentes da República e do Senado, com o Ministro do STF Alexandre de Moraes. Iniciativa do também Ministro Zanin, a justificativa apresentada para tão estranho bate-papo estaria relacionada a matérias de interesse do Executivo que serão brevemente apreciadas pelo Legislativo. O jornalão bem poderia ter criticado de forma menos comprometida - e com maior autoridade - o jantar, se em episódios semelhantes tivesse trazido à baila os pretextos que à falta de melhores argumentos agora apresenta. Não há qualquer dúvida a respeito de que a escolha dos comensais e as circunstâncias em que se reuniram não terá sido a melhor. Nada, porém, que ao menos passe perto da vergonhosa reunião de 22 de abril de 2019, no Palácio do Planalto. Pelo menos duas intervenções teriam merecido vigorosa condenação, sem que sequer precise lembrar que, na ocasião, o próprio Presidente da República anunciou desejar fazer da Polícia Federal uma guarda pretoriana, a serviço dele e de seus filhos. Outros participantes do nojento convescote palaciano - os Ministros Paulo Guedes e Ricardo Salles - não deram recado destoante do mito a que serviam. O primeiro, ao dizer com todas as letras que os trabalhadores que se...(desacostumado do linguajar palaciano daquele nefasto período, deixo ao leitor a conclusão). O outro Ministro, também sem rodeios, pediu ao então Presidente que aproveitasse a distração dos media - o Estadão, inclusive - e fizesse a boiada passar. É oportuno mencionar as críticas a Lula, pelo apego que tem demonstrado à soberania nacional, diante das agressões e ameaças feitas pelo soba de olhos azuis. Como se tem comportado em relação a isso o jornalão paulista? Pedir que tudo fosse feito às claras, como o desejam todas as pessoas de bem, acaba perdendo força, quando um preceito constitucional - o artigo 3° da chamada Carta Magna - poderia ser invocado. Nele, tenho insistido, estão definidos os objetivos da República Federativa do Brasil. Se for levado a sério, esse dispositivo da Constituição evitaria jantares em circunstâncias como as que cercaram os convidados de Zanin.

 
 
 

Este ano, os Estados Unidos da América do Norte elegem Presidente. A Casa Branca poderá receber o mesmo e execrável ocupante que lá demora há 4 anos. Enquanto os eleitores votavam segundo o rito republicano, apesar de contestado pelo eleito, este transformava-se no soba que pretende destruir o Mundo. O autoritarismo, a ganância, a brutalidade e a aversão de Donald Trump, todavia, não conseguem ao menos atrasar a decadência do império que cabe a ele administrar. Estimulando, financiando e participando do extermínio do povo palestino, ameaçando tomar territórios estrangeiros, interferindo nas questões internas dos paises ou bombardeando locais distantes do continente americano, Trump revela o desespero dos que, sem esperança ou argumentos, pagarão qualquer preço para evitar o previsível sinal. Tão preocupados com a conquista de novos territórios, a submissão de outros povos ao seu autoritarismo e o controle de nações soberanas, Donald Trump não consegue quebrar a resistência de seus próprios compatrícios. Vem daí a série de derrotas experimentadas por ele, nas eleições primárias. A mais recente delas, a vitória de candidato democrata, de corrente vinculada ao DSA- Democráticos Socialistas da América, no Michigan. Nesse movimento, outros candidatos democratas disputarão com ampla probabilidade de superar seus concorrentes republicanos. Em Wisconsin, brevemente, poderá ser dada mais uma resposta desfavorável ao soba de olhos azuis. Uma retomada, em relação ao declínio que Trump vem administrando e agravando? Ainda não se sabe. É alvissareiro, porém, observar que nem todos os cidadãos norte-americanos concordam com os maus propósitos, modos e decisões de Trump. E as ameaças que ele representa para a paz mundial.

 
 
 

Em exílio imposto pelo medo de ser apanhado pela polícia brasileira, o zero-três-à-esquerda não fugiu ao hábito: chorou e atribuiu a (por enquanto) doce prisão de seu pai a um "psicopata de merda". Essa a expressão por ele mesmo usada, referindo-se ao magistrado que conduziu o devido processo legal relacionado à tentativa de golpe de estado, desbaratado em 08.01.2023. Foi mais longe, ainda, ao levar à praça os maus usos, práticas, palavras e valores aprendidos em casa. Chegou, em sua repetitiva choraminga, a investir contra correligionários e cúmplices, desta vez escolhendo o ex-colega, deputado Kim Kataguiri. Dessa figura lamentável, disse o parlamentar cassado sorrir e zombar, enquanto filhos têm sido afastados de seus pais, levados à prisão ou ao refúgio. Memória fraca, também, a do verme que vende o Brasil à ganância de sua própria família, e à cobiça de seus hospedeiros. Se ele esqueceu as gargalhadas, piadas e, não raro, desaforos proferidos por seu sentenciado pai, quando mais morriam brasileiros durante a pandemia, os familiares, parentes e amigos das 700.000 vítimas da covid-19 jamais o esquecerão. Nem deixarão passar por menos o sentimento de nojo e repulsa a ele e sua família, quando a Interpol o devolver ao Brasil. Aqui, o que se espera é a Justiça ser feita, tanto e cada dia mais numeroso o rol de crimes cometidos (e descobertos) pela comunidade que traz seu impublicável sobrenome, a que não faltam cúmplices.

 
 
 
bottom of page