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Atualizado: 23 de abr.

Às 17:30 de hoje, o editor deste blog encontrará seus leitores. E se sentirá extremamente gratificado, apondo sua assinatura no sétimo livro de poemas que cometeu. Sempre com a intenção de comunicar aos que o leem sua visão de mundo e o pensamento e a ação com que permanece tentando mudar esse mesmo - e conturbado - mundo. Esse o compromisso assumido por ele, desde que se entendeu por gente. Talvez, ao deixar o convívio dos terráqueos, o cidadão sentirá, como os das gerações anteriores, ter deixado saldo devedor. Se, ao menos, partir com a paz de se ter feito poeta, talvez nada a sociedade deverá a ele, o único beneficiário de sua persistência. Tanta, que ele vê poesia em todo lugar, nas situações em que outros alimentam seu próprio negativismo e sua própria desesperança. Não é outra a razão por que o sétimo livro de poemas de José Seráfico se chama Há Poesia em Tudo. O leitor que perdeu alguns minutos na leitura deste texto é convidado do autor.

 
 
 

Torna-se cansativa e vulgar a conduta de Donald Trump. Todo dia ele é capaz de afrontar a inteligência, a tolerância e a boa vontade dos seus contemporâneos. Estes, impedidos, inclusive pela maioria dos meios de comunicação, de ignorar as trapalhadas do Presidente da pátria dos serial-killer. Graças a isso, contudo, vai-se quebrando uma das características a ele atribuídas - a imprevisibilidade. A sequência ameaça-intimidação-recuo parece fruto de processo mental aparentemente comprometido. Insano, para sintetizar. Não é bem isso, todavia, o que percebo. Em seus sempre discutíveis negócios, essa tática talvez responda - mas não só ela - pelo acúmulo de boa parte da riqueza que ele ostenta. Governar um país, além do mais, do tamanho, do poder bélico e da importância dos Estados Unidos da América do Norte, pouco tem a ver com a gestão de um negócio privado, tenha o tamanho que tiver. Não é essa a compreensão de Trump, indigente em qualquer das exigências e requisitos que o credenciem à ocupação do posto. O uso inadequado de um estilo que deu certo nas operações comerciais, nem sempre pode ser aplicado nos negócios de estado. O êxito, neste caso, é dependente de fatores que Trump não pode controlar. Mesmo quando naturais dos países sob a mira do Presidente norte-americano trabalham contra o próprio país de nascimento. Os quinta-colunas, mais cedo ou mais tarde, pagarão por esse outro crime. Além dos que as autoridades policiais atualmente investigam. Em certo sentido, depende dos brasileiros em sua maioria, fazerem dessa resistência à prepotência do soba de Tio Sam um exemplo seguido por outros governos e populações igualmente ameaçadas.

 
 
 

Uns poucos cidadãos indiferentes se terão surpreendido com a plataforma de Romeu Zema, candidato à - não riam, por favor! - Presidência da República. Outros, ao contrário, cuja indiferença reporta-se jubilosa em relação à perversa desigualdade com a qual convivemos, apenas viram não lhes faltar mais alternativa para votar na eleição de outubro. O ex-governador de Minas Gerais reiterou sua indigência intelectual, mental e cidadã, quando deu por iniciada sua campanha, à revelia da Lei. Este, desvio presente em declarações anteriores e atos administrativos por ele protagonizados ou assinados. Votar em Lula ou em um rebento formado em ambiente como o que cerca seus círculos mais próximos, parecia um desafio. Acompanhar qualquer deles importaria manter a hipocrisia que é cultivada e alimenta a desigualdade social. Agora, não! Encontraram alguém ousado, à altura da audácia que orienta suas agressões à ordem democrática. Não foi difícil, porém, a espera. No período 2019-2023, acostumaram-se com a presença no Planalto de gente incapaz sequer de administrar uma pequena mercearia. Menos, ainda, de entender a Política como um privilégio reservado à coletividade superior dentre todos os outros animais. Também pouco importa às nossas elites ver a subserviência lesar os direitos dos brasileiros e entregar, dentre outras riquezas, a dignidade pela qual lutaram os inconfidentes.

 
 
 
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