Costume e resistência
- Professor Seráfico

- há 4 horas
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Torna-se cansativa e vulgar a conduta de Donald Trump. Todo dia ele é capaz de afrontar a inteligência, a tolerância e a boa vontade dos seus contemporâneos. Estes, impedidos, inclusive pela maioria dos meios de comunicação, de ignorar as trapalhadas do Presidente da pátria dos serial-killer. Graças a isso, contudo, vai-se quebrando uma das características a ele atribuídas - a imprevisibilidade. A sequência ameaça-intimidação-recuo parece fruto de processo mental aparentemente comprometido. Insano, para sintetizar. Não é bem isso, todavia, o que percebo. Em seus sempre discutíveis negócios, essa tática talvez responda - mas não só ela - pelo acúmulo de boa parte da riqueza que ele ostenta. Governar um país, além do mais, do tamanho, do poder bélico e da importância dos Estados Unidos da América do Norte, pouco tem a ver com a gestão de um negócio privado, tenha o tamanho que tiver. Não é essa a compreensão de Trump, indigente em qualquer das exigências e requisitos que o credenciem à ocupação do posto. O uso inadequado de um estilo que deu certo nas operações comerciais, nem sempre pode ser aplicado nos negócios de estado. O êxito, neste caso, é dependente de fatores que Trump não pode controlar. Mesmo quando naturais dos países sob a mira do Presidente norte-americano trabalham contra o próprio país de nascimento. Os quinta-colunas, mais cedo ou mais tarde, pagarão por esse outro crime. Além dos que as autoridades policiais atualmente investigam. Em certo sentido, depende dos brasileiros em sua maioria, fazerem dessa resistência à prepotência do soba de Tio Sam um exemplo seguido por outros governos e populações igualmente ameaçadas.

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