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Al Kaeda, Hezbollah, Estado Ialâmico, Talibã, Hammas e outras organizações terroristas aperfeiçoaram seus métodos e operações na CIA. Até os que provocaram a queda das torres Gêmeas foram treinados lá. Os Estados Unidos da América do Norte envolveram-se, no sec.XX, em quase 100 conflitos armados, com a intervenção de suas forças ou financiando e armando os combatentes de sua simpatia. É no território norte-americano que se concentra o maior mercado consumidor de drogas do Planeta. Grande fornecedor de armas que tornam mais perigosas as organizações criminosas, mundo afora, dos Estados Unidos da América do Norte partiu o Enola Gay, em 1945. Foi esse avião militar que despejou as bombas atômicas que mataram 250.000 pessoas, nos primeiros 30 minutos da matança. Qual, portanto, o fundamento moral e político de que se podem valer Trump e os traidores brasileiros que rastejam a seus pés? Pela leniência dos camaradas de arma, o líder de uma organização que o órgão mais alto do Judiciário brasileiro considerou criminosa está preso. Em casa, nas cumpre pena, percorrido o devido processo legal. Para não levar a tolerância nociva à democracia, é urgente instaurar o devido processo legal aos traidores que tramam contra a honra, a soberania e a paz do povo brasileiro. A quem de direito!

 
 
 

Eleições, por mais frequentes que o sejam, constituem apenas uma etapa no processo político. Convém, portanto, analisá-las dentro de contexto mais amplo que as pesquisas de intenção de voto raramente alcançam. O antes e o depois, assim, assumem papel importante na compreensão da realidade, construída segundo a conduta e o desempenho dos agentes e organizações relacionados à Política - ou política (o leitor certamente sabe a que me refiro). Assim, pode-se encontrar interpretação plausivel para a aprovação da redução da jornada de trabalho, do esquema 6x1, durante décadas praticada. Desse esquema resultou o enriquecimento exponencial dos patrões e a exposição ao risco (da vida, inclusive) de crescente população. Nem precisa destacar certa e infeliz coerência entre a exploração abusiva da mão-de-obra, dada a repulsiva existência de trabalho escravo no Brasil. Pois foram muitos os beneficiários ou defensores de um - escala 6x1- e outro - trabalho escravo - os oportunistas que concorreram para a derrubada da escala infame. Alguns deles, tendo manifestado sua posição favorável à manutenção do status quo. A resposta ao projeto de interesse da sociedade, das familias trabalhadoras em especial, foi à última hora sugerida pela oposição: escala 4x3. Pior para os que, recuando em seu inicial e anunciado propósito, viram-se forçados a votar pela escala de interesse da sociedade, do governo e de tantos quantos estão comprometidos com os melhores valores alcançados pela humanidade. O desmascaramento dos oportunistas, contudo, esbarrou em fato ainda por acontecer: as eleições de outubro próximo. Se os falsos convertidos pensam ter escapado do cutelo popular, só as urnas de outubro dirão. Desta vez, o título eleitoral fará as vezes da guilhotina.

 
 
 

Decepção ou surpresa não são sentimentos razoáveis, aos que chegam à oitava década de vida. Ao menos que a tenham passado indiferentes às circunstâncias que lhes são impostas, muitas das quais com sua própria contribuição. Todo homem é ele e sua circunstância, já disse Ortega Y Gassett. Há, contudo, sentimento que sempre nos desafia a fazê-lo menor - e as circunstâncias não o deixam. É o da indignação, ausente apenas nos que não a veem vinculada ao substantivo abstrato dignidade. Boa parte da sociedade com a qual convivemos, se a ouve sair da boca de algum circunstante, logo a estranhará. Por sua cabeça nunca passou uma gota que for desse sentimento cada dia mais escasso. Se já foi dito que a História é a mãe da verdade, a depositária das ações, a testemunha do passado, a vida da memória e o anúncio do presente, sempre haverá os que não se dão conta disso. Ao menos para contraditar o pensamento de Cícero. Verdade, como se sabe, é artigo raro no mercado, onde as mais torpes mentiras passam a ser a moeda de troca mais usada. Assim a realidade que as ações e condutas humanas tentam impor choca-se com aquela experimentada pelos contemporâneos dos mentirosos. Sobre o passado, mais se passam panos, como se as personagens de nossa tragédia devessem polir os malfeitos cometidos ao longo de infausta e mal conduzida trajetória. Tenta-se apagar a memória dos outros, menos porque sejam levantados e defendidos argumentos, mas porque - a repetir o exilado em Elba, Napoleão - já foi dito que a melhor defesa é o ataque. Quando a nudez do rei é descoberta, há os que fecham os olhos para não contemplar o patético espetáculo. O presente, mero traço de união entre o ontem e o hoje, poucos percebem esgotar-se no mesmo instante em que a sílaba te é pronunciada. Aí, então, os destituídos de dignidade frequentam apenas o passado e não conseguem impedir sua nudez, integral e absoluta. É disso que tratam dois episódios inscritos no drama por que passamos todos, neste meio do 26º ano do século XXI. O primeiro deles, tendo o Congresso como palco, sob o olhar atento dos que fazem da miséria material o repasto onde são satisfeitas suas carências morais. As alegações hostis à superação da escala 6 X 1 apenas repetem, repulsivamente, pretextos cuja falta de fundamento está sobejamente provada. A visita do zero-hum-esquerda, se não foi para pedir apoio político do governante de uma nação estrangeira, para que terá sido? Para acertar a forma de abrir nossas reservas de terras raras à gula dos investidores e guerreiros daquele País? Ou pedir que Trump aproveite a pretendida e preparada invasão de Cuba e ponha seus marines a atuar em outra frente, as costas do Brasil? Não falta motivo para indignação. Aos que são dignos...

 
 
 
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