Eleições e guilhotina
- Professor Seráfico

- há 10 horas
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Eleições, por mais frequentes que o sejam, constituem apenas uma etapa no processo político. Convém, portanto, analisá-las dentro de contexto mais amplo que as pesquisas de intenção de voto raramente alcançam. O antes e o depois, assim, assumem papel importante na compreensão da realidade, construída segundo a conduta e o desempenho dos agentes e organizações relacionados à Política - ou política (o leitor certamente sabe a que me refiro). Assim, pode-se encontrar interpretação plausivel para a aprovação da redução da jornada de trabalho, do esquema 6x1, durante décadas praticada. Desse esquema resultou o enriquecimento exponencial dos patrões e a exposição ao risco (da vida, inclusive) de crescente população. Nem precisa destacar certa e infeliz coerência entre a exploração abusiva da mão-de-obra, dada a repulsiva existência de trabalho escravo no Brasil. Pois foram muitos os beneficiários ou defensores de um - escala 6x1- e outro - trabalho escravo - os oportunistas que concorreram para a derrubada da escala infame. Alguns deles, tendo manifestado sua posição favorável à manutenção do status quo. A resposta ao projeto de interesse da sociedade, das familias trabalhadoras em especial, foi à última hora sugerida pela oposição: escala 4x3. Pior para os que, recuando em seu inicial e anunciado propósito, viram-se forçados a votar pela escala de interesse da sociedade, do governo e de tantos quantos estão comprometidos com os melhores valores alcançados pela humanidade. O desmascaramento dos oportunistas, contudo, esbarrou em fato ainda por acontecer: as eleições de outubro próximo. Se os falsos convertidos pensam ter escapado do cutelo popular, só as urnas de outubro dirão. Desta vez, o título eleitoral fará as vezes da guilhotina.

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