- Professor Seráfico

- 13 de jun.
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Quando ignorância e egoísmo se juntam, o filho daí nascido nada acrescenta à paz e à tranquilidade das famílias. Sobretudo, porque os problemas passam a ser apreciados de um ponto de vista limitado, em absurdo exercício do mais tacanho reducionismo. Já não bastou a redução da população brasileira, durante a covid-19, quando mais de 700.000 brasileiros foram mortos, em grande medida, pela ação e omissão do próprio governo federal. O apego ao reducionismo dos egoístas e ignorantes não é limitado apenas à abertura das cancelas, para que o gado possa passar. São frequentes suas agressões ao estado, a não ser quando mantê-lo gera e confere benefícios que os têm como destinatários. Melhor capturar o estado e controlá-lo. Em cenário mais amplo, eles advogam o estado servil à voracidade do seu apetite. Isso não os tem dispensado, todavia, da redução aplicada a outros problemas e outras áreas da sociedade. Mesmo, se contrariando a realidade e afastando experiências anteriores e os efeitos da redução pretendida. A bola da vez é a redução da maioridade penal. Registrada a exagerada população presidiária, a decisão de incriminar, condenar e aprisionar os atuais menores, sem ter melhorado a execução das leis pertinentes, resultará na construção de mais presídios. A educação poderá ceder recursos, enquanto as organizações criminosas aproximarão os jovens que deveriam estar na escola regular, ao alcance dos líderes que cumprem pena. Reduzir a jornada do trabalho, no entanto, é objeto de restrições da mais variada inspiração. Nenhuma delas, menos que indecorosa.
