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A afirmativa de Tancredo Neves, a respeito da burra esperteza das pessoas não cessa de registrar-se. Em especial, em nossa vida política. Por isso, sempre mais e mais, ocorre a confirmação da sentença do Presidente que o foi sem ser, nestes termos: quando a esperteza é muita, ela acaba engolindo o dono. Como a advertir-nos de que a esperteza aparente não consegue esconder a burrice de que é dotado o esperto. Daí a impossibilidade de substituir a escassa inteligência por qualquer que seja a dose de esperteza do indivíduo. Esse é bem o caso do zero-à-esquerda que sabe o que outubro prepara para ele. Antes, vangloriou-se da influência exercida para constranger a economia brasileira, alistando-se dentre os traidores que lambem os pés de Trump. Agora, tenta acrescentar mais uma contribuição prejudicial ao País, novamente ajoelhando-se diante do soba de olhos azuis. Ele não ignora, entretanto, que há tratativas oficiais, de que cuidam servidores públicos credenciados, dos Estados Unidos da América do Norte e do Brasil, conforme anunciara o desastrado e inconsequente objeto de sua sabujice e idolatria. É do resultado desses entendimentos oficiais que emergirá a solução dos problemas causados pelo tarifaço por ele, portador de um mandato popular, estimulados e sugeridos. Não terão sido os 5 minutos em que ele falou na audiência de terça-feira, os responsáveis por qualquer decisão relativa ao tarifaço. Até porque, diante do escasso cabedal intelectual de que é detentor, o tempo que lhe foi reservado extrapola o que lhe seria mais justo e adequado utilizar. A não ser que seu manancial de mentiras tenha entrado em ritmo febril de produção. Mas isso, também os brasileiros conhecem bem.


 
 
 

Ingênuos e mal-intencionados serão os únicos a negar o caráter autoritário do atual governo norte-americano. À moda dos mais ferozes e obtusos ditadores instalados ao longo da história no governo do que os norte-americanos mesmos chamam republiquetas, Donald Trump se ajusta ao modelo. Não bastassem todas as decisões e ações desafiadoras do mais elementares preceitos democráticos, o soba de olhos azuis implanta o medo e impõe sua vontade, sempre que apresenta a oportunidade de obter algum ganho pessoal. Nem mesmo a disputa de uma Copa do Mundo de futebol foge à vocação ditatorial de Donald Trump. É isso o que se comprova, com o pedido dele mesmo, Presidente de um dos países em que se disputa a taça, para anular a pena imposta por árbitro brasileiro, a um atleta da equipe norte-americana. Não obstante o ineditismo deste tipo de interferência, trata-se de uma prática comum a todos os autoritários de todas as épocas. A ojeriza desse tipo de político e governante por tudo quanto se pode aproximar da Justiça não se satisfaz com a agressão ao Poder Judiciário, do seu e de quantos outros países que possam ameaçar suas vaidades, insanidades e ambições. Neste caso, o ato lesivo à Justiça conta coma sabujice ea subserviência do Presidente da FIFA, Gianni Infantino. Mais uma vez se reafirma quanto os autoritários contam com a cumplicidade e a indignidade de terceiros, cuja covardia tem concorrido para o enfraquecimento da democracia.


 
 
 

Edilson, penta-campeão brasileiro, repetiu Gerson, em afirmativa que Millie Lacombe já dissera. O participante da Copa de 2002 tachou de frouxos os jogadores brasileiros, que Gerson antes dissera serem brasileiros, mas não do Brasil. A jornalista da UOL mostrou a diferença entre o homem e o que ele é, pelo que faz. Em pelo menos duas oportunidades, vi Vinícius Jr. evitar a bola dividida. Cuidadoso com seus próprios pés, sabe que deles, mais que de seu cérebro e do coração depende sua fortuna. Como ele, boa parte dos jogadores tem razões - honrosas ou não - para igual avaliação. Nem precisa levar em conta serem alguns deles membros da grei que vê no cai-cai sua grande inspiração, para admitir que participar de jogos na equipe que representa o Brasil não é mais que atender a uma exigência burocrática. Com a vantagem de favorecer seus ganhos monetários, conforme exigência dos empresários e clubes que os assessoram e utilizam. Inevitável analisar quão grande é a situação de cidadãos estimulados por valores éticos e outros, cuja motivação está na conquista e acumulação de bens materiais, seja lá como for. Tudo seria mais fácil de entender, déssemo-nos a pensar e refletir sobre o que Basílio, da Antióquia, disse, faz 16 séculos: o dinheiro é o esterco da sociedade. Ter chegado a esta conclusão e aderido a ela tão cedo, marca-me com uma espécie de alegria triste.

 
 
 
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