Triste alegria
- Professor Seráfico

- há 2 horas
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Edilson, penta-campeão brasileiro, repetiu Gerson, em afirmativa que Millie Lacombe já dissera. O participante da Copa de 2002 tachou de frouxos os jogadores brasileiros, que Gerson antes dissera serem brasileiros, mas não do Brasil. A jornalista da UOL mostrou a diferença entre o homem e o que ele é, pelo que faz. Em pelo menos duas oportunidades, vi Vinícius Jr. evitar a bola dividida. Cuidadoso com seus próprios pés, sabe que deles, mais que de seu cérebro e do coração depende sua fortuna. Como ele, boa parte dos jogadores tem razões - honrosas ou não - para igual avaliação. Nem precisa levar em conta serem alguns deles membros da grei que vê no cai-cai sua grande inspiração, para admitir que participar de jogos na equipe que representa o Brasil não é mais que atender a uma exigência burocrática. Com a vantagem de favorecer seus ganhos monetários, conforme exigência dos empresários e clubes que os assessoram e utilizam. Inevitável analisar quão grande é a situação de cidadãos estimulados por valores éticos e outros, cuja motivação está na conquista e acumulação de bens materiais, seja lá como for. Tudo seria mais fácil de entender, déssemo-nos a pensar e refletir sobre o que Basílio, da Antióquia, disse, faz 16 séculos: o dinheiro é o esterco da sociedade. Ter chegado a esta conclusão e aderido a ela tão cedo, marca-me com uma espécie de alegria triste.

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