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Dinheiro e morte - o que interessa

2 de jul.
1 min de leitura

A Copa do Mundo de Futebol

distrai a atenção dos cidadãos de todos os continentes, na razão direta dos interesses econômicos nela envolvidos. Imagino que, como no Brasil, as necessidades das respectivas populações, os escândalos em investigação e as atividades destinadas à solução de problemas recorrentes foram deixadas de lado. Nada mais, nada menos que uma das mais graves e lamentáveis consequências de o antes chamado esporte bretão ter-se tornado simples e mero negócio. Antes, não faltou, dentre os que ainda veem o futebol como um esporte, às vezes muito próximo da arte, os que atribuíram a escolha do sub-continente norte-americano à sabujice do Presidente da FIFA. Muitos, agora, encontram desorganização e carências nas condições em que a Copa está sendo disputada. Para outros, o torneio seria apenas um passo do processo de canonização de Trump, o guerreiro que ambiciona receber o Prêmio da Paz. Não importa o número de mortos que ele e seus aliados produzem, mundo afora. Nem que ele presida o único estado que usou a bomba atômica com o fim único e exclusivo de matar gente. Enquanto nos estádios do Canadá, México e Estados Unidos as equipes formadas por atletas multinacionais, empenham-se em vencer os jogos, todos os continentes continuam sujeitos aos constrangimentos e humilhações impostos pelos donos Mundo.

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