Refletir e aprender
- Professor Seráfico

- há 2 dias
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Uma constelação é mais que um ajuntamento eventual de estrelas. Fosse assim, a galáxia já se teria dissolvido. Essa observação vale para um equipe de futebol, também. É inegável a qualidade de alguns jogadores brasileiros, se os considerarmos individualmente. Integrados aos times pelos quais disputam, em diversos países do Mundo, fazem fortuna e alguns são capazes até de esquecer a língua-mãe. Pior que isso, perdem a noção mínima relacionada ao futebol - assotiation tem a ver com senso coletivo. É o que eles raramente têm. Embevecidos consigo mesmos, arrastam atrás de si propagadores cuja remuneração nunca preocupou os que se dizem aficionados do futebol. Constroem-se assim os mitos, com a agravante de que se agregam ao cortejo dos bajuladores remunerados multidões apaixonadas, beirando o fanatismo. A derrota do Brasil, diante da Noruega, confirma o que está escrito acima. Perder um pênalti não é coisa trivial. O é, no caso brasileiro, achar que um só atleta será capaz de desempenhar uma tarefa que é de todos. Fora do torneio, os integrantes da seleção brasileira ganham a oportunidade, do técnico ao mais obscuro membro da comitiva que foi à Copa, de refletir. Não mais como se mexer em campo ou tocar na bola. É dentro da cabeça de cada um deles que se há de processar a análise de seu comportamento e dos resultados por eles alcançados. Que todos façam da derrota uma lição.

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