A bola e o Globo
- Professor Seráfico

- há 21 horas
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Se há algo globalizado, o futebol estaria na lista. A Copa disputada com maior número de seleções nacionais não esgota as razões de tal consideração. Pode até ser indicativa do interesse crescente dos desportistas e aficionados, em todos os continentes Essa é, porém, uma - e não a mais importante - das constatações. Quem acompanha o atual campeonato mundial terá percebido a ultrapassagem de uma época em que só uns poucos países praticavam um futebol vistoso, rápido e agradável aos olhos. Umas poucas nações europeias e latino-americanas eram postas num pedestal que muitos imaginavam inalcançável por equipes de outras nações. Tem-se visto, no entanto, que na África, no Oriente Médio e na Ásia a modalidade que tem levado dezenas de milhares de pessoas aos estádios do México, do Canadá e dos Estados Unidos da América do Norte, apresenta qualidade de nível muito próximo à das nações mais festejadas. França, Espanha, Alemanha, Inglaterra, Brasil, Argentina, Holanda e Portugal entraram na disputa prestigiadas pelos media, como se apenas desde grupo poderia sair o campeão. Os jogos já realizados, agora na fase do mata-mata, ampliaram essa lista de favoritos, em nada e a ninguém, a hipótese de uma nação africana ou asiática participar da partida final. Quem diria que a poderosa Alemanha ficaria de fora das oitavas? Quem, antes dos jogos, apostaria no futebol de Cabo Verde, do Marrocos e do Senegal e da Costa do Marfim, mesmo se estas duas seleções foram eliminadas na segunda fase da Copa? Também deve ser levada em conta a transformação do futebol em uma um mero negócio. Os ganhos dos que não calçam chuteiras, nem precisam suar correndo atrás de uma bola, são algumas vezes maiores que a compensação dada aos atletas, os verdadeiros atores do belíssimo espetáculo.

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