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José Alcimar de Oliveira**


1926 - 13 de agosto - 2026: 100 anos do nascimento do Comandante Fidel Castro. Não há Cuba sem Fidel. Não há Fidel sem Cuba. Por que Cuba incomoda tanto o Império do Norte e o mundo capitalista? Por que um país pobre, pequeno em teritório e população, é alvo de tão desmedida agressão e infame bloqueio econômico por parte da maior potência bélica do mundo? Dentre outros, há um motivo que não pode ser elidido: o da força histórica de um projeto utópico, popular, que adquiriu materialidade política e social na pequena ilha caribebenha a partir da revolução de 1959. Cuba mostrou que o socialismo é possível. Cuba é um Farol que não se apaga porque aponta para o que Agnes Heller denominou de "invencibilidade da substância humana", o que os cristãos chamam de ressurreição. Pouco importa se esses conceitos foram historicamente desidratados pela própria Heller e pelos cristãos. Quando uma verdade adquire substância social, nunca morre. É brasa sob cinzas. Cuba não cabe numa ilha. Cuba é a parte que se fez totalidade transepocal. Fora do caminho construido por Cuba, no contracurso da suicidária rota capitalista, só resta ao mundo o rumo do abismo. Ou da barbárie.

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*Publicado nesta página, pela convergência de pontos de vista entre o autor e o editor.

**NO ESPAÇO ABERTO o visitante lerá outro texto do mesmo autor. Sempre denso e esclarecedor.

 
 
 

Neste breve e denso ensaio, o filósofo e teólogo José Alcimar de Oliveira parte da figura bíblica do "pai da mentira" para construir uma verdadeira ontologia da mendacidade, atravessando as parábolas de Jesus de Nazaré, a crítica kantiana, a "peste emocional" de Wilhelm Reich e a "mistificação das massas" de Adorno e Horkheimer, até chegar ao diagnóstico mais urgente do texto: o avanço da cretinice digital e a progressiva desidratação da escrita crítica, autoral e reflexiva na era das redes e da inteligência artificial. Com erudição que transita livremente entre teologia, filosofia e crítica cultural, o autor propõe que só a escrita — exercida como disciplina do pensamento — é capaz de filtrar a mentira, a palavra de ordem e o ódio organizado que hoje encontram nas redes seu terreno mais fértil.

 
 
 

Alis grave nil.

🦉🦉🦉


O artigo compara dois rios símbolo — o Danúbio, na Europa, e o Amazonas, no Brasil — mostrando que os dois estão sofrendo com secas cada vez piores por causa do aquecimento do planeta e da forma como o capitalismo explora a natureza. O autor lembra que, enquanto o Danúbio recebe atenção do mundo todo, o Amazonas e seu povo ribeirinho sofrem quase esquecidos, mesmo já tendo passado por quatro grandes secas neste século. Ele usa a imagem da valsa "Danúbio Azul", de Johann Strauss, em contraste com a toada "Lamento de Raça", cantada por David Assayag, para mostrar essa diferença

 
 
 
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