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PEC ou prec

não se sabe

erro ou erre

um purgatório

do inferno a antessala


o tapete migratório

suposições as há

abundantes

quase ninguém fala

sabor amargo

xarope feito

supositório


neste tempo aziago

arfa o peito

asfixiado

no que se pensava

transitório

oxigênio que não traz vida

mas agrada à morte

em nau sem rumo

todos entregues

cada qual

à sua sorte


não faltarão a Nero

onde e quando

ensandecido na ignorância

mergulhado

cordas de lira

em ritmo enfezado

observados em atroz

alça de mira

os que encontram a morte

natural foz

que o carrasco admira

admirando e dizendo

à própria voz

quem lhe satisfaz

a vontade de tarado.

Manaus, 08 de novembro de 2021








 
 
 

O que é lá

onde o cá

e quem?

na gramática do poder

a quem e a quê

se pede

ou se dá

à falta do bem fazer

no pensar nada analítico

recheio de cabeças

vazias de político

onde está um lado

o outro dele

onde ficará?

Antes fosse tudo

mera discórdia

jamais tanta miséria

produto da mixórdia

a nos dar pena

se não nojo

e clamar por

misericórdia.


 
 
 

Convenhamos:

suja as mãos o molho

de ketchup

a mortadela não faz o

mesmo efeito

se no máximo deixa

nos dedos

odor que a nem todos

agrada

ou desagrada

nem são poucos os

instalados sobre velhos colchões

encardidos

cobertas suas carnes

por andrajos

expelidos

de guarda-roupas

onde fantasias e valores

animam almas de quem

não as têm

não está só nas mãos

porém

o mau cheiro

do molho indigesto

não são os trajes

mas o íntimo oculto

a espalhar onde chega

terrível culto

cheiro do mal

ultrajes

verdade que se nega

condenando tudo o que

presta a ser

resto... (Manaus, 01-11-2021)

 
 
 
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