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Atualizado: 1 de nov. de 2021



Os traços revelados na imagem confeccionada em madeira leve não criam, nem deixam dúvida: trata-se de obra originária no território um dia habitado pelos incas. Feições angulosas, olhos miúdos, é olhar e constatar: um peruano a produziu. Daquele pedaço da América do Sul trouxe-a Marcelo Seráfico, para enriquecer a coleção. Atahualpa, irmão do imperador inca Huáscar, governou Quito (hoje capital do Ecuador) e tomou dele o Império de que foi o último titular. Morreu enforcado, após a invasão de Pizarro, em 1533. No Peru, é considerado herói nacional.

 
 
 

A imagem do cavaleiro manchego foi confeccionada com o uso de papier maché. Este material é massa feita com papel picado molhado, coado e misturado com cola e gesso. Trata-se de uma técnica aparecida na China (2.a.C). Na Europa, foi utilizada primeiro na França, em objetos decorativos. As máscaras do carnaval de Veneza também eram feitas com essa massa, a mesma que, no século XX, cobria os rostos dos mascarados de rua brasileiros. A imagem foi presente do sociólogo Marcelo Seráfico, que a adquiriu em viagem às ilhas Galápagos, à coleção.

 
 
 

Tecida em papel dobrado, mais que muitas das outras peças da coleção esta é das mais frágeis. Resultante de encomenda feita ao artesão Gumercindo, é mantida em redoma de vidro, para manter-se íntegra. O menor sopro der ventinho faria do cavaleiro o mesmo que a batalha de Montesino fez.

 
 
 
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