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Atualizado: 17 de fev.


15/fev/25


Marcelo Seráfico


Pesquisa de opinião publicada na semana passada, mostra a queda da aprovação do governo Lula, que equivale a cerca de 24% das pessoas entrevistadas.

Haverá os que rejeitam o dado; outros o interpretarão como uma avaliação injusta das pessoas abordadas; outros, ainda, arriscarão hipóteses sobre o que explicaria o fato. Estou dentre estes.

O governo não ouve a voz das ruas... a não ser uma, a Faria Lima. É aos sussurros e gritos vindos de lá que se juntam os berrantes do agro. Surdo para toda e qualquer crítica que desagrade os que garantem a "governabilidade", o governo progressista cava a sua cova política e prepara a sepultura dos que diz defender.

Não se trata apenas de cinismo e hipocrisia, mas de covardia.

Na linguagem de Gramsci, o governo do PT é transformista: eleito com uma proposta popular, governa para as elites.

Essa crítica não é nova. Ela vem desde os primeiros 4 anos de Lula. Todavia, é na terceira gestão que a traição de classe é mais evidente.

Primeiro, porque o governo sabe que os índices com os quais avalia a situação do emprego representam uma ficção. A baixa taxa de desempregados poderia ser contrastada com o número de horas trabalhadas necessárias para manter a sobrevivência. Isso ajudaria a entender a precariedade do trabalho.

Segundo, os relativamente baixos índices de inflação, como o PIB, expressam agregados econômicos que, quando desagregados, nos fazem ver quem de fato vive um processo inflacionário. As altas são dos bens de primeira necessidade, particularmente, produtos alimentícios. Ou seja o trabalhador cujo trabalho já é precário e mal remunerado, precisa trabalhar ainda mais para fazer frente ao aumento do custo de vida.

E terceiro, todas as pautas focais que subiram a rampa com o presidente vem sendo abandonadas em nome da governabilidade. TIs não são legalizadas; trabalhadores rurais não são beneficiados por nenhum tipo de reforma agrária ou crédito que se aproxime do oferecido ao agro; e a pauta ambiental tende a se resumir a eventos financiados pela Petrobrás, pelo agro e pelos financistas para avaliar os modos mais rentáveis de monetização das florestas em pé.

Tudo em nome do desenvolvimento da nação!!

 
 
 

José de Ribamar Bessa Freire


“Señor ministro de Salud: ¿qué hacer? / ¡Ah! desgraciadamente, hombres humanos, /

hay, hermanos, muchísimo que hacer”.

(César Vallejo. Los nueve monstruos. 1937)


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O texto abaixo, escrito pelo jornalista amazonense Fábio Freire Alencar, me tocou, porque vivo drama similar. Desde 18 de dezembro de 2024 estou numa luta inglória com a Lanchonete Unimed, que não quer servir meu sanduíche “x caboquinho” com lascas de tucumã, o que será relatado na próxima semana.

Esta parábola abre a série “Taquiprati Unimed”, que acolherá relatos como esse. Volto com você aos estúdios, Fábio Alencar.

xxxxxxx

Você vai numa lanchonete e pede um X-Burger. Aí o atendente te olha, sorri e, depois de uns 20 minutos encarando, você pergunta:

- Então? Quanto é?

- Quanto é o quê?!

- O sanduíche.

- O senhor já pediu?

- ACABEI DE TE PEDIR.

- Ok, o senhor pediu pra mim, mas o que eu quero saber é se o senhor pediu lá na cozinha.

- Eu é que tenho que pedir na cozinha?

- É claro. É lá que fazem o sanduíche.

Indo à cozinha

Então você vai lá na cozinha, pede o sanduíche e volta pra mesa. Uns 30 minutos depois pergunta pro atendente:

- Cadê meu sanduíche?

- Que sanduíche?

- O que eu pedi faz mais de 30 minutos lá na cozinha.

- Como é que eu vou saber? O senhor tem que ver lá na cozinha.

Muito puto você vai na cozinha, pergunta sobre o sanduíche e dizem que já enviaram pro balcão. Você volta ao balcão e pergunta de novo:

- Cadê meu sanduíche??!? Me disseram que já veio pra cá.

- Já veio pra quem? Eles enviaram para quem?

- E eu sei lá?!??! Cadê o sanduba?

- Não tenho como saber, senhor. Não sei para quem enviaram.

Sem acreditar, você volta à cozinha e pergunta pra quem enviaram. Eles falam o nome do infeliz. Você volta ao balcão:

- Enviaram para um tal de Brian.

Então você fica feliz porque vão chamar o Brian e finalmente você vê que ele está trazendo o sanduíche. Só que o sanduba vem sem queijo:

- Cadê o queijo?

- Era para ter queijo?

- Claro que era!!! Pedi um X-Burger!

- Infelizmente foi assim que a cozinha enviou.

- E agora?

- Não sei. O senhor vai querer?

- Claro que não. Não me serve. Não é o que eu pedi. Eu quero X-Burguer!

- Então o senhor tem que pedir na cozinha.

- De novo?!? Por que você não pede pra consertar lá? Só falta botar o queijo. Pede pra botarem o queijo.

- Não posso. Meu negócio é receber o sanduba e entregar.

Voltando à cozinha

Já bufando de raiva você volta à cozinha, solta os cachorros, chama um monte de palavrão e pede DE NOVO o X-Burger. Eles se desculpam e dizem que não têm como fazer, porque o queijo daquele sanduíche só tem em outra filial da lanchonete, em outro município:

- Inacreditável!!! E não tem como vocês pedirem para eles enviarem esse queijo pra cá?

- O senhor pode pedir.

Qualquer pessoa normal teria desistido, mas só para continuar com a nossa parábola, imaginemos que você segue adiante, tentando conseguir o sanduíche que precisa. Então liga para a outra cidade e pede para enviarem o queijo. Informam que vai demorar uma semana. Como você precisa muito comer o sanduíche, diz que vai esperar.

Uma semana depois volta à lanchonete:

- O queijo do meu sanduba chegou?

- Que queijo?

- Como assim? Vou ter que repetir a história toda?

- Acho que sim. Não sei de queijo nenhum.

Aí você repete tudo e fica sabendo que o queijo não chegou:

- Como assim não chegou?

- Não sei. Eles disseram que mandaram?

- Disseram que iam mandar em uma semana.

- E mandaram?

- E eu que tenho que saber?!?!?!

- Claro.

Pra resumir a estória, você liga para a filial do outro município de novo e descobre que, na verdade, não mandaram o queijo, mas sim o dinheiro para comprarem o queijo na sua cidade. Você volta à lanchonete:

- Eles mandaram o dinheiro para vocês comprarem o queijo.

- Ah, tá. Vamos ver se resolveu tudo então.

Mais uns 30 minutos de espera e a resposta é:

- Olha... É verdade, mandaram o dinheiro mesmo, mas esse queijo não tem em Manaus, só tem lá na outra cidade. Como é que a gente vai comprar aqui?

E fica nisso. A lanchonete aqui diz que não pode comprar o queijo de lá. E a de lá diz que já enviou o dinheiro pra comprar o queijo aqui e você que se dane. Você, mesmo pagando, mesmo fazendo praticamente todo o trabalho deles, ainda assim não consegue o que quer!

A “Lanchonete Unimed”

Agora troque "lanchonete" por PLANO DE SAÚDE Unimed e troque "X-Burger" por SONDA DE GASTROSTOMIA.

É isso que está acontecendo com minha sogra Isolina Valente Fima, que está há incríveis NOVE MESES esperando pela sonda para trocar e não consegue, num jogo de empurra-empurra em que o usuário do plano é que tem que se virar nos 30 para conseguir o serviço pelo qual PAGA, em vez do Plano se virar para fornecer o que foi contratado.

A sonda atual está vazando e trazendo enorme risco de infecções, mas o que é a vida humana para esses planos, né? Será que o negócio deles é saúde?

P.S. Señora ministra de Salud, Nísia Trindade Lima, hay muchísimo que hacer”. Enquanto isso, fazemos a nossa parte.Aguarde Unimed (II), a lanchonete e a farinha de ossos.Este  blog vai acolher reclamações contra Planos de Saúde que enganam quem paga mensalmente para ter um atendimento médico.  

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Créditos: Texto de Fábio Freire Alencar. Charge emprestada de Jonilson Souza: OANTAGÔNICO

 
 
 

Sentimento puro, confesso!

Nunca vi igual ao dela.

tem outros importantes

mas, quando comparo com o

amor de mãe, são simples,

IRRELEVANTES.

Mãe que ama, cuida, abraça

abençoa, dá conselhos, ri à toa.

Brinca! Às vezes chora sem motivo.

Aplaude, observa, PERDOA.

Ensina sempre o caminho que deve andar,

mas cuidado, num deslise teu,

te corrige sem hesitar,

basta um OLHAR.

As marcas deixadas pela vida,

não a deixam simples ou oprimida e,

sim faz resplandecer com rigor

a dádiva do divino AMOR .

Amor de mãe, não tem igual

pode estar longe, aqui mesmo,

no interior, na capital

em outra cidade, país, continente.

Basta uma ligação da gente: oi, mãe!

Tudo muda. Tudo fica DIFERENTE.

Te protege em pensamentos.

Faz orações sem cessar.

Te pede discernimento.

Te dá força pra

LUTAR.

Te acalenta, mesmo distante.

Sente saudade que dói e quando

encontra o filho!

Pensa num abraço apertado,

de um sorriso escancarado.

Num sussurro, num fungado.

Eita amor demasiado!

Agradeço a DEUS,

pelo Amor de minha MÃE

que me foi PRESENTEADO.

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  • O autor é JEAN CARLOS AUZIER SOBREIRA, diplomado em Educação Física e Direito, especialista em Direito do Trânsito. Passa a integrar a tripulação desta nave.


 
 
 
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